Alvo da Lava Jato, Edison Lobão assume presidência da comissão mais importante do Senado
Comissão de Constituição e Justiça vai analisar a indicação de Alexandre de Moraes para STF
Brasil|Do R7, com Agência Senado

Investigado na Operação Lava Jato e citado por delator e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado de exigir a "maior propina do PMDB", o ex-ministro das Minas e Energia e atualmente senador Edison Lobão (MA) foi eleito nesta quinta-feira (9) para a presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) — uma das mais importantes da Casa.
A nova composição da CCJ vai atuar no biênio 2017-2018. Os partidos já indicaram 25 dos 27 membros titulares do colegiado. Indicado pelo PMDB, que tinha a preferência para assumir a Presidência, Lobão terá como vice-presidente o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
A CCJ deverá analisar logo em seguida a indicação do ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes para o STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), quer que Moraes seja sabatinado pela comissão até o dia 22, e pretende levar o nome à apreciação do Plenário no mesmo dia.
O presidente recém-eleito do colegiado será responsável por indicar o relator da indicação de Moraes. Assim que o relatório for apresentado, será concedida vista aos senadores, ficando a sabatina para a reunião seguinte. Na sabatina, os senadores podem perguntar ao indicado sua opinião sobre assuntos relevantes, sem restrição de temas.
O relatório será votado na mesma sessão, em pleito secreto. O último passo é a decisão do plenário, que aprecia o parecer da CCJ - pela aprovação ou rejeição do nome. A votação em plenário será secreta. Para ter seu nome aprovado o indicado precisa receber um mínimo de 41 votos — maioria absoluta da Casa.
A CCJ também deverá conduzir neste ano a escolha de um novo procurador-geral da República (PGR) e analisar projetos como a tipificação de crimes de abuso de autoridade (PLS 280/2016) e o fim da reeleição no Executivo (PEC 113A/2015).
Membros
Nesta quarta-feira (8) o PMDB decidiu, por unanimidade da bancada, indicar o senador Edison Lobão (MA) para a presidência da comissão. O senador Raimundo Lira (PB), que também pleiteava a indicação, retirou seu nome e não fará parte da comissão. Responsável pela escolha do vice-presidente, o PSDB escolheu o senador Antonio Anastasia (MG).
Os 25 membros titulares já designados para a CCJ nos próximos dois anos são:
PMDB: Edison Lobão (MA), Eduardo Braga (AM), Jader Barbalho (PA), José Maranhão (PB), Marta Suplicy (SP), Simone Tebet (MS), Valdir Raupp (RO)
Bloco Resistência Democrática (PT-PDT): Acir Gurgacz (PDT-RO), Fátima Bezerra (PT-RN), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Paim (PT-RS)
Bloco Social Democrata (PSDB-DEM-PV): Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG). Este bloco ainda pode fazer mais duas indicações.
Bloco Democracia Progressista (PP-PSD): Benedito de Lira (PP-PI), Lasier Martins (PSD-RS), Wilder Morais (PP-GO)
Bloco Socialismo e Democracia (PSB-PCdoB-PPS-Rede): Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Roberto Rocha (PSB-MA)
Suplentes
Os membros suplentes já indicados para a comissão são:
PMDB: Garibaldi Alves Filho (RN), Hélio José (DF), Renan Calheiros (AL), Roberto Requião (PR), Romero Jucá (RR), Rose de Freitas (ES), Waldemir Moka (MS)
Bloco Resistência Democrática (PT-PDT): Ângela Portela (PT-RR), Gleisi Hoffman (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Paulo Rocha (PT-PA), Regina Sousa (PT-PI). Este bloco ainda pode fazer mais uma indicação
Bloco Social Democrata (PSDB-DEM-PV): Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Eduardo Amorim (PSDB-SE), José Aníbal (PSDB-SP). Este bloco ainda pode fazer mais duas indicações.
Bloco Democracia Progressista (PP-PSD): Ivo Cassol (PP-RO), Roberto Muniz (PP-BA), Sérgio Petecão (PSD-AC)
Bloco Socialismo e Democracia (PSB-PCdoB-PPS-Rede): João Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)















