Após ‘rebeldia’ de Renan, Dilma assina projeto de lei sobre desonerações fiscais
Renan Calheiros rejeitou medida que aumenta impostos para 56 segmentos da economia
Brasil|Do R7, em Brasília

Após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolver ao Executivo a Medida Provisória sobre desonerações fiscais, a presidente Dilma Rousseff reagiu rápido e, na noite desta terça-feira (3), encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei, com urgência constitucional, retomando os termos da medida, que aumenta impostos da folha de pagamento de 56 segmentos da economia.
A MP faz parte do esforço de ajuste fiscal do governo, na tentativa de reequilibrar suas contas, já que, em 2014, o Executivo gastou mais do arrecadou. A medida, por exemplo, acaba com a desoneração fiscal concedida em 2011. Mas o presidente do Senado considerou que a postura de Dilma foi arbitrária ao determinar o aumento de impostos por meio de medida provisória.
No entendimento de Renan, em uma democracia, é preciso ouvir o Congresso antes de decidir questões como essas.
— Para qualquer ajuste, é preciso primeiro ouvir o Congresso Nacional. O governo editou medidas provisórias no recesso. Afetou trabalhadores. Agora, afeta o custo de produção. Aumenta imposto por medida provisória. O melhor sinal da estabilidade e do ajuste que o Brasil pode emitir é o funcionamento das suas instituições.
Governo reduz desoneração da folha em mais uma medida de aperto fiscal
Aumento de alíquotas da desoneração da folha atinge 56 setores
Levy reduz desoneração da folha de pagamentos e critica Mantega
Redução de desoneração da folha provocará economia de R$ 5,35 bilhões em 2015
Logo depois do anúncio de que a MP seria devolvida ao Planalto, Dilma assinou o projeto de lei, nos mesmos termos da medida provisória, e encaminhou ao Congresso.
Com isso, o aumento dos impostos determinado pela Presidência vai valer somente se os parlamentares também concordarem com a medida.
A intenção do governo é retomar os impostos da folha de pagamento de 56 segmentos da economia em um prazo de 90 dias — a chamada ‘noventena’. Por meio da MP, a determinação passaria a valer, sem apreciação do Congresso.
Renan estaria em lista de suspeitos de corrupção na Lava Jato















