Brasil

15/5/2013 às 00h30

Aprovação da MP dos Portos teve bate-boca e deputado
retirado de cena por seguranças

Medida que perde validade na próxima quinta precisa agora passar pelo Senado

Filippo Cecilio, do R7

Durante sessão, deputado mineiro pediu mais verbas para a Saúde Andre Dusek/14.5.2013/Estadão Conteúdo

A aprovação da MP (Medida Provisória) dos Portos pela Câmara nesta terça-feira (14) não foi fácil. Ao longo das três sessões necessárias até que a matéria passasse pelo crivo dos parlamentares, o que se viu foi um show de horrores dos deputados.

A confusão começou quando Antonhy Garotinho (PR-RJ) subiu à tribuna e acusou os autores dos destaques à MP de estarem deixando de lado os interesses do País para cuidar de seus interesses particulares.

Como resposta, o líder do DEM na Casa, deputado Ronaldo Caiado (GO), se ergueu e chamou Garotinho de "chefe de quadrilha". Caiado disse também que o colega fluminense tinha moral para lançar suspeitas sobre todos demais deputados.

— Chefe de quadrilha tem que estar na cadeia e não no plenário. Se eu fosse o presidente da Câmara, mandava o serviço de segurança botar este chefe de quadrilha na cadeia.

Tentando apaziguar os ânimos, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), lamentou o embate entre Garotinho e Caiado e chegou a apelar para Deus pedindo que os parlamentares se comportassem

— É profundamente lamentável que esta Casa assista, de novo, a este espetáculo. Deputado Garotinho, farei um apelo com todas as forças do meu coração. Pelo amor de Deus, mantenha o clima de respeito para que não se repita aqui hoje aquela lamentável sessão da semana passada!

Enquanto os dois se digladiavam, o deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) subiu à frente da Mesa com uma faixa protestando contra um corte de R$ 8.3 bi de emendas para a Saúde. Pinheiro foi impedido pelos seguranças da Casa e retirado à força, tendo seu protesto interrompido.

Toninho foi agarrado pela cintura por mais de quatro seguranças e ficou se debatendo com as pernas balançando no ar. O deputado não falou com a imprensa, mas entregou aos jornalistas presentes um papel demonstrando o não processamento do pagamento de verbas orçamentárias para a Saúde.

A atitude do deputado mineiro fez com que o presidente da Câmara encerrasse mais uma sessão que tentava votar a MP dos Portos. Na volta dos trabalhos, Henrique Alves repreendeu os seguranças que agarraram Toninho Pinheiro.

Na abertura da nova reunião, o presidente da Câmara disse que houve equívocos por parte do deputado e da segurança da Casa, mas que isso não poderia interferir no andamento dos trabalhos.

Não satisfeito, Garotinho voltou à tribuna para dizer que não se rebaixaria ao tom de Caiado e que suas acusações foram às emendas, e não aos deputados.

Veja aqui a briga entre os deputados:

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