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Câmara contrata empresa internacional para ajudar nas investigações da CPI da Petrobras

Pedido foi feito pelo presidente da comissão e recebeu apoio do colegiado

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Presidente da CPI pediu ajuda da empresa especializada
Presidente da CPI pediu ajuda da empresa especializada

A Câmara dos Deputados informou, nesta segunda-feira (23), que foi formalizado o contrato com a empresa de investigação americana Kroll para ajudar nos trabalhos da CPI da Petrobras. O pedido foi feito pelo presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), e recebeu apoio dos integrantes do colegiado na primeira sessão deliberativa da CPI.

O requerimento aprovado foi enviado no início do mês à presidência da Casa, que já atendeu o pedido e contratou a Kroll. A empresa, especializada em investigações e diligências, já atuou em outras casos no Brasil, principalmente em operações da Polícia Federal que envolvem instituições no exterior.


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O relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), avalia como positiva a contratação da empresa estrangeira. Segundo ele, a investigação envolve muitas contas e transações feitas no exterior e por isso os parlamentares precisam de auxílio.


— Pela primeira vez nós estamos falando de um número excessivo de contas no exterior, número de ativos que estão sendo resgatados para o País. São contas em paraísos fiscais, na Suíça, e em tantos outros locais. Nós estamos com um dado que é novo em uma CPI, e precisamos ter informações de instituições financeiras que não têm sede no Brasil. Dentro desse cenário, se justifica a investigação conduzida por um empresa internacional.

Reforço


Além da colaboração da Kroll, a CPI também quer montar uma equipe técnica composta por servidores especializados da AGU (Advocacia-Geral da União), da CGU (Controladoria-Geral da União), do TCU (Tribunal de Contas da União), do Banco do Brasil e até por peritos da Polícia Federal.

A ajuda dos servidores foi solicitada pelo relator da CPI da Petrobras. Luiz Sérgio explica que é normal pedir ajudar de órgãos de investigação para lidar com os documentos que vão chegar à comissão, como quebra de sigilos fiscal, econômico e telefônico, por exemplo.


Segundo o deputado, são dados quem vêm traduzidos em linguagem muito específica e por isso precisam ser interpretados por especialistas.

— Isso é normal, vão chegar muitos documentos e a CPI tem que montar uma equipe qualificada para isso. É preciso se formar uma equipe técnica, que vai trabalhar sob a minha orientação, para processar esse material. Muitos desses documentos têm uma linguagem que eu não estou habituado.

Os pedidos de reforço de servidores de outros órgãos estão solicitados em pelo menos cinco requerimentos apresentados pelo relator da CPI, que precisam ser votados pelos deputados que compõem a comissão.

Os requerimentos podem ser votados nesta terça-feira (24), em sessão deliberativa da CPI da Petrobras. Além dos pedidos do relator, outros 414 requerimentos aguardam votação na pauta da CPI.

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