Comissão retoma nesta manhã discussão sobre recurso de Eduardo Cunha
Peemedebista deseja que seu processo de cassação retorne ao Conselho de Ética da Câmara
Brasil|Do R7, com Agência Câmara

A CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) da Câmara dos Deputados retoma às 9h30 desta quarta-feira (13) a discussão do recurso contra a decisão que aprovou parecer pela cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética.
Nesta terça-feira (12), a sessão na Comissão foi encerrada no momento o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) apresentava seu voto em separado em que acolhe mais argumentos da defesa e manda retornar o processo contra Cunha para o Conselho de Ética. A decisão de Bacelar lava em conta de que deveria ser escolhido um novo relator para o caso.
Bacelar também considera que nada dos aditamentos poderia ser citado no processo final e que as votações do conselho precisam ser feitas por processo eletrônico, único questionamento aceito pelo atual relator na CCJ, deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF).
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Cunha argumenta que, como o deputado Marcos Rogério (RO), responsável pela relatoria do processo contra ele no Conselho de Ética, passou a compor o mesmo bloco parlamentar dele ao migrar do PDT para o DEM. Com isso, o parlamentar afirma que Rogério não poderia ser relator, de acordo com as regras do colegiado.
Durante a sessão desta terça-feira (12), a Comissão rejeitou o pedido de aliados de Cunha para que o recurso fosse adiado por dez dias úteis.
A sessão
Em seu discurso na CCJ, Cunha afirmou que o processo de cassação contra ele teve motivação política e foi iniciado ao ser eleito para comandar a Câmara. Na ocasião, o deputado obteve 287 votos e foi eleito em primeiro turno. Para o parlamentar, sue ascensão à presidência de a oposição crescer com pautas bancadas por ele em plenário, como a da terceirização, da redução da maioridade penal e as relacionadas ao Estatuto da Família.
Cunha também recorreu à consciência dos colegas na tentativa de se defender em processo que pode levar à cassação de seu mandato como deputado federal. O parlamentar disse que foi injustiçado no processo e ressaltou que os parlamentares indiciados pela Justiça podem sofrer o mesmo que ele no futuro.
— Há investigados nesta sala. Hoje sou eu. É o efeito Orloff. Vocês, amanhã. [...] Hoje isso foi usado contra mim, mas amanhã poderá ser usado contra um de vocês.















