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Corregedoria investiga salários de magistrados do Mato Grosso

Em julho deste ano, juiz da cidade de Sinop recebeu R$ 503.928,79

Brasil|Do R7

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João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça
João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça

O ministro corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), João Otávio de Noronha, determinou a abertura do processo de Pedido de Providências para suspender qualquer pagamento de "supersalários" a magistrados do Mato Grosso.

Entre os 84 juízes que receberam altos valores, está o juiz Mirko Vincenzo Giannotte, titular da 6ª Vara de Sinop (MT), que recebeu, em julho, R$ 503.928,79.


O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso havia afirmado, em nota à imprensa, que os pagamentos estavam amparados em uma decisão tomada pelo ministro corregedor em janeiro deste ano. Na ocasião, Noronha determinou que uma juíza recebesse R$ 29.593,08, valor referente a "diferenças de substituição de entrâncias". 

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A Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) afirma que a decisão foi tomada para um caso particular e, por isso, está investigando os outros casos de magistrados que tiveram os salários corrigidos.

Além do caso autorizado pelo corregedor, O CNJ afirma que recebeu apenas mais um pedido de pagamento, referente a uma certidão de crédito de um desembargador no valor de R$ 790.000. Nesse caso, o valor foi negado.

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