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Dilma manda afastar todos servidores indiciados na operação Porto Seguro

Presidente também quer que órgãos iniciem processo de sindicância

Brasil|Do R7

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A presidente Dilma Rousseff determinou, neste sábado (24), o afastamento da chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e do advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, acusados de corrupção. De acordo com o Palácio do Planalto, eles e todos os indiciados na operação Porto Seguro, da Polícia Federal, devem ser afastados ou exonerados de suas funções.

Apesar de a nota determinar inicialmente o afastamento, há informações de que Rosemary vai pedir a exoneração do cargo.

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Em nota divulgada pela Presidência, fica determinado que “todos os órgãos citados no inquérito deverão abrir processo de sindicância. No que se refere aos diretores das Agências, foi determinado o afastamento, com abertura do processo disciplinar respectivo”.

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O afastamento dos acusados foi divulgado logo depois de uma reunião de urgência nesta manhã entre a presidente Dilma, as ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o advogado-geral da União, Luís Adams, no Palácio da Alvorada.

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Os ministros se reuniram para discutir as medidas que seriam adotadas depois que as denúncias de que uma organização criminosa está infiltrada na máquina federal vieram à tona.

Investigações

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A operação Porto Seguro foi deflagrada nesta sexta-feira (23), em São Paulo. A PF (Polícia Federal) apreendeu documentos do gabinete do número dois da AGU (Advocacia-Geral da União), que fica no mesmo andar da sala de Adams, em Brasília, e no escritório da Presidência em São Paulo.

Além disso, foram realizadas buscas e apreensões na ANA (Agência Nacional de Águas), no MEC (Ministério da Educação), na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, na AGU e na Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). No total, foram apreendidos 18 malotes de documentos.

A PF também cumpriu três mandados de prisão e duas conduções forçadas em Brasília, e realizou buscas em 18 endereços. Os agentes apreenderam discos rígidos de computador, mídias digitais e documentos, que passarão por análise técnica.

A superintendente regional da PF em São Paulo informou que a investigação teve início em março de 2011, quando um servidor do TCU (Tribunal de Contas da União) procurou a polícia para denunciar o esquema de compra de pareceres técnicos de diversos órgãos públicos, que serviam para favorecer empresas que mantinham algum tipo de contrato com órgãos públicos e que dependiam dessa documentação.

O servidor do TCU contou que foi procurado por um empresário que lhe ofereceu R$ 300 mil por um parecer. Ele aceitou parte do dinheiro, R$ 100 mil, mas depois se arrependeu, devolveu o dinheiro e denunciou o caso.

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