Dilma volta a atacar Cunha ao falar sobre processo de impeachment
Presidente repetiu o teor do pronunciamento feito no dia que o pedido foi acolhido
Brasil|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília

A presidente da República, Dilma Rousseff, voltou a atacar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao mencionar denúncias contra ele quando falou sobre o pedido de impeachment acolhido na Casa. Ela falou para o público na Conferência Nacional de Saúde, nesta sexta-feira (4).
Dilma repetiu o teor do discurso feito em seu pronunciamento à nação na quarta-feira (2), dia em que Cunha aceitou o pedido para iniciar o processo de impeachment na Câmara. Desta vez, ela falou especificamente sobre “contas na Suíça”.
— Reafirmo aqui o que eu disse na quarta-feira, que foi o seguinte: as razões que fundamentam essa proposta são inconsistentes, são improcedentes. Eu não cometi nenhum ato ilícito, nenhum ato ilícito previsto na nossa Constituição. Não tenho conta na Suíça. Não tenho, na minha biografia, nenhum ato de uso indevido do dinheiro público. Meu governo praticou todos os atos dentro do principio da responsabilidade com a coisa pública.
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Mesmo antes de começar o discurso sobre a questão do impeachment, Dilma recebeu apoio da plateia, que entoou um coro de “Não vai ter golpe”. No entanto, o mesmo público vaiou o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), do mesmo partido de Cunha e do vice-presidente, Michel Temer.
Dilma ainda reiterou que vai lutar contra o impeachment com “todos os instrumentos previstos no Estado democrático”, e destacou que o pedido protocolado na Câmara “não tem fundamento”.
— Vou lutar contra esse pedido de impeachment, porque não fiz, nada fiz que justifique esse pedido, e principalmente porque tenho compromisso com a população deste País que me elegeu.
A presidente se reuniu com 23 ministros na quinta-feira (3) para definir a estratégia do governo contra o impeachment, tanto no aspecto técnico quanto com relação ao embate político em busca de apoio dos deputados. No encontro, porém, Temer não esteve presente. Apesar de conversar com Dilma horas antes, ele não quis se comprometer com a defesa dela, e viajou para cumprir agenda em São Paulo.















