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Dividida, Rede lança hoje campanha 'Nem Dilma, nem Temer'

Marina Silva refuta ideia de golpe, mas insiste que cassação da chapa seria mais legítima

Brasil|Do R7

Líder nas pesquisas eleitorais, Marina Silva quer afastamento da chapa Dilma-Temer
Líder nas pesquisas eleitorais, Marina Silva quer afastamento da chapa Dilma-Temer

Com a presença da ex-presidenciável Marina Silva, a Rede Sustentabilidade lança nesta terça-feira (5) a campanha "Nem Dilma, Nem Temer, Nova Eleição é a Solução". O ato, que será realizado no Hotel Nacional, em Brasília, a partir das 12h, prega a realização de novas eleições como solução para o impasse da crise política do País.

Apesar da campanha, a legenda chega dividida em seu primeiro grande teste no Congresso: a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.

Parte de seus deputados federais — como João Derly (RS) — deve votar pelo afastamento da presidente. Há pelo menos um — Alessandro Molon (Rede-RJ), que já se manifestou contrário ao afastamento de Dilma com base na ação iniciada pelo presidente da Casa, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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À reportagem, Marina refutou o argumento de que o impeachment seria um golpe, como afirma a presidente, mas insiste em dizer que o mais legítimo seria a cassação da chapa eleitoral de Dilma da eleição de 2014, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Para a Rede, a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer são responsáveis pela atual situação do Brasil. Desde o ano passado, Marina Silva tem defendido que, em vez do impeachment, a melhor saída para o País seria a cassação da chapa Dilma e Temer pelo TSE com a realização de um novo pleito ainda este ano.


A ex-senadora pelo Acre lidera numericamente a última pesquisa de intenções de voto para Presidência da República, divulgada pelo Datafolha e feita em 17 e 18 de março. Marina Silva aparece com 21% e 24% das intenções dependendo de quem é o candidato do PSDB.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Marina disse que o "PMDB durante 12 anos, como irmão siamês do PT, indicou diretores para a Petrobras e tomou decisões que nos levaram à crise. O Brasil está vivendo um momento de emergência econômica. Não podemos, em hipótese alguma, permitir que haja emergência institucional."

— Os seis ministros do TSE devolveriam para os 200 milhões de brasileiros a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer.

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