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Escândalo da Petrobras ajuda e Brasil cai três posições em ranking mundial de corrupção

Relatório da Transparência Internacional coloca o País em 79º lugar entre 176 nações

Brasil|Do R7

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Caso da Petrobras, investigado pela Lava Jato, piorou situação do País em ranking de corrupção. Sérgio Moro (foto) comanda operação
Caso da Petrobras, investigado pela Lava Jato, piorou situação do País em ranking de corrupção. Sérgio Moro (foto) comanda operação

O Brasil perdeu três posições e figura na 79ª colocação no ranking de corrupção mundial publicado pela Transparência Internacional nesta quarta-feira (25).

A principal razão para a piora entre 2015 e 2016, de acordo com a organização da lista, foi o escândalo de corrupção identificado pela Operação Lava Jato na Petrobras.


Empatado com Bielorússia, Índia e China, o País conquistou 40 pontos de um total de 100 — uma leve melhora em relação aos 38 pontos obtidos em 2015.

No entanto, assinala a Transparência Internacional, nem mesmo o acordo de leniência de R$ 6,7 bilhões da Odebrecht foram suficientes para aliviar a situação do Brasil.


A entidade afirma que grandes casos de corrupção, como o da petroleira brasileira, "mostram como o conluio entre empresas e políticos joga pelo ralo bilhões de dólares de receitas de economias nacionais, beneficiando poucos às custas de muitos. Este tipo de grande corrupção sistêmica viola os direitos humanos, impede o desenvolvimento sustentável e alimenta a exclusão social".

A liderança do ranking pertence à Nova Zelândia e à Dinamarca, que têm, cada uma 90 pontos. A Finlândia parece em terceiro lugar (89 pontos), seguida da Suécia (88 pontos) e da Suíça (86 pontos).


Se, por um lado, a situação piorou no Brasil em 2016, a entidade alerta que "ter manchetes sobre corrupção nem sempre é ruim" e comemora: "2016 foi um bom ano para lutar contra a corrupção nas Américas".

A Transparência Internacional informa que o acordo da Odebrecht com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos "jogou luz sobre um caso em que uma companhia gastava milhões de dólares corrompendo políticos e partidos políticos ao redor da América Latina, assim como em dois países da África, a fim de conquistar licitações para executar obras bilionárias".


A entidade cita os casos da Odebrecht e a Petrobras e da Fifa, em que "nós vemos o aumento da comunicação e cooperação entre órgãos reguladores e a aplicação da lei na região, inclusive com a ajuda de pares na Europa e nos Estados Unidos". "A luta contra a corrupção já domina as discussões nas Américas por anos, desde a mídia tradicional e online até as manifestações de ruas", anota a Transparência Internacional.

— Uma coisa é clara: mesmo que 2016 marque o começo de um turno de maior atuação das autoridades em relação às demandas do público, ainda há um longo caminho a percorrer nesse sentido.

Próximos passos

A Transparência Internacional lembra que, em 2016, durante um encontro anti-corrupção realizado em maio em Londres, acordos para aumentar a transparência sobre os donos reais de empresas anônimas foram assinados por Argentina, Brasil, Colômbia e México.

— Os cidadãos devem manter a pressão sobre seus líderes e continuar a exigir transparência, responsabilidade e funcionalidade das instituições nas regiões que precisam ter certeza de que esses acordos serão entregues. As autoridades em todos os países devem construir esforços a fim de evitar que poderosos dirigentes de empresas e agentes públicos escapem impunes dos grandes casos de corrupção.

Brasileiro deve manter pressão e continuar a exigir responsabilidade das instituições, diz Transparência Internacional
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