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Governistas farão esforço concentrado para articular base no feriado e no final de semana

Líder do governo no Senado ficará em Brasília para costurar apoio antes da criação de comissão

Brasil|Raphael Hakime e Mariana Londres, do R7, em Brasília

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Aliados da presidente Dilma no Senado tentam reverter a situação
Aliados da presidente Dilma no Senado tentam reverter a situação

A base governista no Senado Federal vai aproveitar o feriado da próxima quinta-feira (21) e o final de semana para organizar apoio de senadores contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O líder do bloco de apoio do governo no Senado, Paulo Rocha (PT-PA), disse que ficará em Brasília no final de semana para articular os senadores que apoiam a petista.

— Vou ficar em Brasília nesse final de semana porque tenho muito trabalho pela frente. É o meu papel aqui.


Rocha afirmou que a votação no Senado é diferente daquela que existiu na Câmara dos Deputados.

— A questão do voto vai ser um processo menos negociado e muito mais consciente na política e no debate do que nesse processo aqui. Estamos apostando num debate político que se aprofunde mais a questão e se eleve mais o debate político.


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O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), disse que os parlamentares governistas trabalham "com alguns fatos".

— Primeiro, que aqui é uma casa com menos parlamentares. Segundo, são pessoas que têm experiência administrativa, experiência política, que são capazes de compreender perfeitamente o que é pedalada fiscal, o que é decreto orçamentário, e vão poder avaliar que não houve crime por parte da presidente. Além disso, aqui existe uma racionalidade bem maior do que aquela que existe na Câmara.


Para Costa, a discussão será muito menos passional e muito mais consciente no Senado: "Nós não vamos fazer aqui discussão de cargo, de emenda, nós vamos fazer discussão do conteúdo dessa proposição e acreditamos que as pessoas aqui terão a responsabilidade suficiente para impedir a continuidade desse golpe".

A reportagem apurou que os senadores governistas vão se apoiar no discurso de "golpe" para defender Dilma na Casa Legislativa. Outra estratégia será falar da associação entre o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que formariam a nova linha sucessória no Planalto em caso de impeachment de Dilma.

A ideia é fazer colar na nova chapa a imagem de um réu ter sido o algoz de Dilma na votação do impeachment na Câmara — Eduardo Cunha é acusado no STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento em escândalos descobertos pela Operação Lava Jato.

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