Brasil

22/5/2013 às 00h24 (Atualizado em 22/5/2013 às 13h07)

Governo deve escolher até agosto o modelo de acionamento automático das termelétricas

Usinas serão acionadas pelo sistema de "ordem de mérito", da mais barata para a mais cara

Da Agência Brasil

UTE TermoRio, da Petrobras Fábio Motta/31.05.2006/Estadão Conteúdo

Nos próximos dois meses, o governo vai definir um modelo computadorizado para coordenar o funcionamento das usinas termelétricas do País, adiantou na última terça-feira (21) o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, na abertura do 10º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico.

O objetivo é que o acionamento das usinas passe a ser automatizado pelo programa Newave, do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Durante o período, serão testados dois modelos. Atualmente, a ordem de entrada em funcionamento das usinas termelétricas é definida pelo CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico).

De acordo com o secretário executivo, o modelo computadorizado deverá ligar as usinas com base na chamada ordem de mérito, que considera a ordem de acionamento das usinas da mais barata para a mais cara. A escolha deve ser feita até agosto.

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O modelo computacional será incorporado ao sistema de cálculo do preço da energia de curto prazo, informou Zimmermann, o que vai aperfeiçoar a definição do custo marginal de operação, alinhando a percepção da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), responsável pelo planejamento energético, e do ONS, que gerencia a operação.

Dois modelos estão em estudo no governo, o SAR (Superfície de Aversão a Risco) e o Cvar (Valor em Risco Condicional, do inglês Conditional Value at Risk), e eles estarão prontos para ser testados a partir de 31 de maio.

Entre junho e julho serão feitos os testes, e o resultado será encaminhado à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em agosto, para os procedimentos que permitirão o funcionamento.

Zimmermann explicou que o comitê de monitoramento nem sempre leva em conta a ordem de mérito.

— Eu faço despacho [aciono as usinas] fora da ordem de mérito, não porque o Newave mandou, mas porque sou eu que tenho um nível meta para atingir por ano e me previno gerando térmica fora do que o Newave mandou. O que queremos agora é que todas essas térmicas sejam ligadas em uma lógica de segurança energética dentro do Newave.

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