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Lewandowski: Sessão do impeachment pode ser suspensa às 23h e retomada amanhã

Presidente do STF, no entanto, aguarda que lideranças partidárias decidam sobre pausa

Brasil|Da Agência Brasil

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Lewandowski (dir.) chega ao plenário acompanhado do presidente do Senado, Renan Calheiros
Lewandowski (dir.) chega ao plenário acompanhado do presidente do Senado, Renan Calheiros

Depois de um intervalo de uma hora, foi retomada há pouco, no plenário do Senado, a sessão que vai definir se a presidenta afastada Dilma Rousseff será levada a julgamento. Nesta etapa – a mais longa da fase de pronúncia – os senadores que se inscreverem terão dez minutos para se manifestar. Como a lista foi aberta com 24 horas de antecedência, o primeiro a falar foi o senador José Medeiros (PSD-MT). O parlamentar chegou ao Senado na segunda-feira (8) às 7h30 para garantir a primeira posição.

Até a reabertura da sessão, 58 dos 81 senadores já haviam se inscrito para discursar. "O que busca um governo populista é convencer o povo que a oposição o odeia. A presidente Dilma e atores apostaram numa politica de terra arrasada e faz de conta", destacou Medeiros.


Após a fala dos senadores, ainda antes da votação, os advogados de acusação, Miguel Reale Júnior, e de defesa, José Eduardo Cardozo, terão 30 minutos cada para suas alegações. Entre senadores e advogados, a expectativa é que a sessão só termine amanhã.

Mas, momentos antes de reiniciar a sessão, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que conduz os trabalhos, disse que, caso haja acordo entre as lideranças partidárias, poderá suspender a sessão às 23h e retomá-la amanhã (10). "Tudo depende do número de oradores inscritos. São variáveis sobre as quais não temos controle".


Otimista, um dos autores do pedido de impeachment, o advogado Miguel Reale Júnior chegou a apostar na conclusão do processo à meia-noite de hoje. “Espero chegar ao veredito. A população já se cansou e eu estou exausto de ouvir lenga-lenga”, disse.

Para garantir a conclusão desta fase ainda hoje, alguns partidos, como o PSDB, estão retirando as inscrições para que apenas um representante, no caso o presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), fale em nome de todos. “Isso vai assegurar a votação ainda hoje. Nossa expectativa é que o gesto do PSDB possa ser seguido por outras legendas”, disse o líder tucano, Cássio Cunha Lima (PB).

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