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Marina diz que Rede deverá liberar voto em plenário da Câmara, mas defende afastamento de Dilma

Ex-ministra pediu urgência ao TSE para julgar chapa que elegeu Dilma e vice Michel Temer

Brasil|Do R7

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Marina Silva defende saída de Dilma e Temer por decisão do TSE
Marina Silva defende saída de Dilma e Temer por decisão do TSE

A ex-senadora e líder da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, defendeu no sábado (9) que seu partido vote a favor do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Apesar disso, Marina afirmou que haverá liberdade de votação no plenário.

Em rápida entrevista a jornalistas antes de fazer palestra em Chicago (EUA), na noite de sábado, Marina Silva também pediu urgência ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a chapa que elegeu a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer seja cassada.


No início da semana, a candidata à Presidência derrotada na última eleição afirmou que o processo de impeachment "cumpre com a legalidade, mas não com a finalidade”. Para ela, a saída de Dilma e Temer via TSE "é o caminho ético”.

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Naquela oportunidade, a Rede ainda não havia declarado um posicionamento sobre o processo de impedimento da presidente na Câmara. Hoje, a posição favorável ao impeachment foi oficializada por Marina.

Questionada sobre a divisão de seu partido para a votação do impeachment de Dilma, Marina disse que "talvez só o PT hoje esteja unido” e que o PSDB está completamente desunido.


— Trabalhamos com um consenso progressivo.

A ex-senadora afirmou também que, no plenário da Câmara, a tendência é que a bancada seja liberada, mas ela, pessoalmente, defende o voto a favor do impeachment.


— O meu entendimento é que o impeachment não se fabrica, ele se explicita do ponto de vista político. Quanto mais ele se explicita, mais a necessidade de julgamento do TSE. A minha posição é que o partido decida pela admissibilidade do impeachment e pela liberação da bancada no voto no plenário.

Pesquisa

Questionada sobre a pesquisa do Datafolha para a corrida presidencial de 2018, que mostra Marina na liderança junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-senadora disse que "pesquisas são registros do momento" e que "não fica ligada" a esses levantamentos.

— A gente está vivendo uma das piores crises do nosso País e eu acho que o mais importante é ficar atento ao que a população está dizendo em relação àquilo que ela não quer. E o que ela não quer é inflação alta, não quer essa corrupção, não quer juros altos, não quer a falta de perspectiva e de esperança. A sociedade está dizendo fartamente.

Marina fez palestra em evento da Universidade de Chicago, que reuniu 300 pessoas e foi organizado pela Associação de Estudantes Brasileiros no Exterior (Brasa, na sigla em inglês). Ela falou da necessidade de combate à corrupção e de sustentabilidade.

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