Mercadante diz que Levy fica e garante que governo vai cortar ministérios e reduzir cargos comissionados
Ministro da Casa Civil afirmou ainda que é necessário melhorar a receita do País
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quinta-feira (3) que o governo vai reduzir o número de ministérios e de cargos de confiança. No entanto, ele não definiu prazos para os cortes.
Ele esteve reunido na tarde desta quinta com a presidente Dilma Rousseff e os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Fazenda, Joaquim Levy, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), onde foi discutida a conjuntura econômica do País.
O ministro explicou que há consenso da equipe econômica de que é necessário “enxugar a estrutura administrativa”, mas que isso não é a única medida que precisa ser tomada para melhorar a economia do Brasil.
— Há total unidade da equipe em relação de que nós precisamos continuar o esforço de cortar gastos, especialmente as despesas obrigatórias, melhorar a gestão e eficiência do gasto público, enxugar a estrutura administrativa do Estado e de outro lado melhorar a receita. Nós vamos ter que melhorar a receita.
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Mercadante também garantiu que Levy permanecerá à frente da Fazenda. Nesta quinta surgiram especulações de que o ministro estaria enfraquecido no governo e estaria prestes a deixar o cargo. Os boatos ajudaram a elevar a cotação do dólar nesta quinta e fechou a R$ 3,7598 na venda..
— Em momento de instabilidade, tem uma aliança entre os mal informados e os mal intencionados. Tem gente especulando e tentando ganhar dinheiro com turbulência, mas isso não está na pauta do governo. Ele está na equipe, ajuda muito e vai continuar ajudando o Brasil.
O ministro também avaliou que a desvalorização da moeda brasileira está melhorando a balança comercial e que isso permitirá a substituição de importados por produtos nacionais.
— Tudo está na rotina, nós estamos juntos e quem apostar no contrário vai perder.
Aumento de receita
Nesta quinta o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defendeu a continuação das negociações de formas de financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde).
Na últimas semanas o governo cogitou recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para financiar a saúde, mas descartou a possibilidade após forte resistência de políticos e empresários.
No entanto, na quarta-feira (2), Dilma disse que não gosta do tributo, mas não descartou a criação de novas fontes de receita para o governo.
Chioro afirmou que governo continua dialogando com gestores da saúde, governadores, prefeitos e com o Congresso Nacional para achar a melhor solução. De acordo com o ministro, o sistema de saúde é "subfinanciado" e é preciso uma "construção política" para reverter esse cenário.
— Eu venho reafirmando a necessidade de se fazer uma construção política, complexa, desafiadora, mas uma construção política que seja capaz de encontrar uma solução para o País na área da saúde.














