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Na CPI, Mantega diz que não se arrepende de decisões tomadas no BNDES

Ex-ministro da Fazenda defendeu ações do governo durante a crise mundial

Brasil|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília, com Estadão Conteúdo

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Ex-ministro depôs na CPI do BNDES nesta terça-feira
Ex-ministro depôs na CPI do BNDES nesta terça-feira

Quatro dias após o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciar a redução dos limites de empréstimos pelo PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o ex-ocupante da pasta Guido Mantega defendeu os vultuosos empréstimos feitos pelo banco nos últimos anos com subsídio do Tesouro Nacional.

— O aumento do crédito ao BNDES nos permitiu puxar o crescimento do PIB e do emprego. Os subsídios que foram pagos para esse programa foram mais do que compensados pelo aumento de arrecadação em função da atividade maior.

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Ele ainda falou que nenhuma ação tomada enquanto era ministro causou prejuízo ao banco.

— Não me arrependo de nenhuma decisão, porque não me lembro de nenhuma decisão que tenha prejudicado o BNDES. O banco foi bem porque aumentou o lucro, o volume de crédito e manteve o índice baixo de inadimplência"

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O ministro, que foi presidente do banco de fomento entre 2004 e 2006, depõe à CPI do BNDES, na Câmara dos Deputados, na condição de testemunha — teve, inclusive, de prometer dizer apenas a verdade.

À comissão, Mantega disse ainda que a política anticíclica adotada pelo governo brasileiro a partir de 2009 foi necessária para reativar o consumo e o investimento, em queda por conta da crise mundial.

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— Naquela época não achávamos que a crise iria se estender por tantos anos.

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De acordo com números apresentados pelo ministro, o Tesouro repassou ao BNDES cerca de R$ 230 bilhões no governo Lula e outros R$ 200 bilhões no governo Dilma Rousseff.

O ex-ministro disse ainda que os financiamentos do PSI podem ser tomados por qualquer empresa, de qualquer setor. Ele defendeu que o programa aumentou o nível do investimento no país de 16% para cerca de 20% entre 2010 e 2014.

— Há uma elevação muito forte do investimento a partir do aumento do crédito do BNDES. É uma correlação inquestionável.

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