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Oposição recorre ao STF contra votação da MP dos Portos no Senado

Parlamentares alegam "violação do devido processo legislativo" na tramitação do texto

Brasil|Da Agência Brasil

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Os líderes de oposição no Senado protocolaram na tarde desta quinta-feira (16) no STF (Supremo Tribunal Federal) um mandado de segurança com pedido de liminar para interromper a apreciação da MP (Medida Provisória) 595, a MP dos Portos, pelos senadores.

Os líderes do DEM, José Agripino Maia (RN); do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP); e do PSOL, Randolfe Rodrigues (AP) alegam que houve “violação do devido processo legislativo” quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu e colocou em votação imediata o texto da MP.

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O mandado de segurança argumenta que a matéria recebeu 678 emendas e sofreu “grandes alterações no seio da Câmara dos Deputados” e, por isso, não há condição de ser analisada e votada pelos senadores em apenas dez horas.

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“A implementação casuística desse processo legislativo de afogadilho termina até mesmo por aniquilar a legítima — porque constitucionalmente assegurada — prerrogativa senatorial de apresentação de emendas parlamentares”, diz o texto do pedido.

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Os líderes alegam também que o plenário do Senado, “empurrado por uma maioria episódica”, está subvertendo e atropelando o processo legislativo.

Com base nesses argumentos, o mandado de segurança pede que o Supremo conceda liminar para impedir a discussão e votação da MP na sessão de hoje.

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Se a decisão for proferida após o início da apreciação da matéria pelos senadores, os líderes oposicionistas pedem medida liminar para anular o resultado da deliberação. Eles recorrem ainda ao STF para garantir que a sessão de hoje do Senado seja definitivamente considerada nula.

O plenário do Senado recebeu a MP esta manhã, após quase 40 horas de votação na Câmara dos Deputados, que acabou por volta das 9h desta quinta-feira. Uma sessão extraordinária já tinha sido convocada pelo presidente Renan Calheiros na última quarta-feira (15).

Por volta das 11h30 de hoje, os senadores começaram a discutir o projeto de lei de conversão da MP, após as alterações aprovadas pelos deputados.

Diversos senadores, inclusive da base aliada do governo, se manifestam contrários à discussão e à votação da matéria hoje, pois consideram que o Senado teve sua função diminuída pela falta de tempo para estudar o texto aprovado pela Câmara.

O governo trabalha para que os senadores aprovem o projeto sem alterações, porque não há tempo para que ele retorne para última análise dos deputados — o que ocorrerá se qualquer emenda for aprovada no Senado. A MP perde a validade à meia-noite desta quinta-feira.

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