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PGR rebate Temer e diz que investigações não dependem da agenda política do País

Temer havia pedido para Janot finalizar “o quanto antes” processos das delações premiadas

Brasil|Da Agência Brasil

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Temer avalia que enquanto as delações não forem homologadas, o País vai continuar em “clima de desconfiança”
Temer avalia que enquanto as delações não forem homologadas, o País vai continuar em “clima de desconfiança”

A PGR (Procuradoria-Geral da República) divulgou nota nesta terça-feira (13) em que afirma que as investigações da Operação Lava Jato obedecem "tempo próprio, independente da agenda política do País".

— O Ministério Público Federal somente exerce sua função de apurar indícios de crimes citados por colaboradores, com responsabilidade e profissionalismo. O desenvolvimento das investigações obedece tempo próprio.


Ontem (12), o presidente Michel Temer pediu ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para acelerar os depoimentos de investigados ao Ministério Público Federal e finalizar “o quanto antes” os processos de eventuais homologações das colaborações premiadas.

Em seu pedido à Janot, o presidente Temer argumentou que o País passa por "sérias crises econômica e política” e disse que as medidas de ajuste fiscal conduzidas pelo governo vêm “sofrendo interferência pela ilegítima divulgação” de depoimentos de delatores, em uma crítica aos vazamentos.


Segundo Temer, enquanto as delações não forem completadas e homologadas, o País vai continuar num “clima de desconfiança geradora de incerteza”.

Mais cedo, a procuradoria foi criticada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), denunciado ontem pela PGR ao Supremo um dos inquéritos da Lava Jato. Segundo o parlamentar, o Ministério Público "passou a fazer política”.

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