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PMDB tenta Moreira Franco para Aviação Civil em reforma de Dilma

Ala está descontente com os espaços ocupados pelo partido no primeiro escalão do governo

Brasil|Do R7

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À espera dos comandos da presidente Dilma Rousseff para a reforma ministerial, que deve ocorrer este mês, os peemedebistas se movimentam para tentar emplacar a transferência do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, para a Secretaria de Aviação Civil, ocupada pelo técnico Wagner Bittencourt.

A troca, segundo duas fontes do partido, que pediram para não ter seu nome revelado, atenderia a uma ala peemedebista, liderada pelo ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, que estaria descontente com os espaços ocupados pelo partido no primeiro escalão do governo.

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Moreira Franco já declarou que seu ministério só pode oferecer "seminários" e isso não "elege nem vereador", deixando clara a insatisfação do partido.

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Se a mudança proposta pelo PMDB for aceita por Dilma, o principal prejudicado seria o PSD, que deve se integrar oficialmente à base aliada do governo no Congresso, e teria recebido a promessa da presidente de assumir dois ministérios após a reforma: Aviação Civil e a recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Segundo uma das fontes, o desejo de Moreira Franco já é do conhecimento do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado da PMDB, e da presidente Dilma.

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Outra mudança que está no horizonte do partido é a saída do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, por motivos de saúde. Caso Mendes Ribeiro queira continuar no governo, poderia ser transferido para a Secretaria de Assuntos Estratégicos, num dos cenários analisados pelo partido.

Se ele deixar o governo e o ministério da Agricultura continuar sob o comando do PMDB, o provável indicado seria o presidente do partido em Minas Gerais, deputado Antônio Andrade.

Mas se a presidente decidir dar ao PMDB o comando do Ministério dos Transportes, o escolhido pode ser outro mineiro, o deputado Leonardo Quintão, que abriu mão da candidatura à prefeitura de Belo Horizonte no ano passado para apoiar o petista Patrus Ananias.

Nesse caso, Dilma desalojaria o PR dos Transportes, uma vez que o ministro Paulo Sérgio Passos não tem o apoio do partido apesar de ser filiado. A mudança atenderia, no entanto, a reivindicações do PMDB, maior partido da aliança governista, por mais espaço no primeiro escalão e por uma pasta que permita atuar com políticas públicas em Estados e municípios.

Atualmente, o PMDB comanda cinco ministérios: Minas e Energia, Agricultura, Assuntos Estratégicos, Turismo e Previdência.

Uma das fontes ouvidas pela Reuters disse que as conversas e as definições devem avançar na próxima semana, e a presidente pode anunciar as aguardadas mudanças no primeiro escalão.

Uma dessas mudanças é a saída do ministro do Trabalho, Brizola Neto, do PDT. A saída de Brizola Neto, menos de um ano depois de tomar posse, é uma das reivindicações da cúpula do partido para que a legenda volte a dar apoio ao governo no Congresso.

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