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Presidente da Petrobras é investigada pela Polícia Federal

Presidente Dilma afirmou que "não há qualquer processo que pese contra" a Graça Foster

Brasil|Do R7

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Graça Foster - 460 x 305
Graça Foster - 460 x 305 Antonio Cruz/22.05.2013/ABr

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar se a presidente da Petrobras, Graça Foster, omitiu do Senado informações relacionadas à compra da refinaria de Pasadena (EUA) e sobre a existência de contratos celebrados pela empresa de seu marido, Colin Foster, com a estatal.

O inquérito foi aberto após pedido do Ministério Público Federal encaminhado em junho, conforme informou ao jornal O Estado de São Paulo a assessoria de imprensa dessa instituição. Antes disso, Graça Foster havia prestado depoimento à Comissão de Infraestrutura do Senado.


A presidente da Petrobras ainda pode responder a outro inquérito, que deve ser aberto na próxima semana, para investigar a denúncia de que teria combinado com senadores da base aliada na CPI da Petrobras as perguntas que lhe seriam feitas na comissão investigativa.

O MPF no Distrito Federal já abriu inquérito nas áreas cível e criminal para apurar essa suspeita - esse caso tem outros ex-diretores da estatal como alvo.


A assessoria da PF informou que este caso está em análise. A corporação não quis comentar o inquérito já aberto sobre o depoimento de Graça no Senado.

Nesta sexta-feira (8), ao defender a permanência de Graça Foster no comando da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff afirmou que "não há qualquer processo que pese contra" a presidente da estatal.


O Ministério Público e a Superintendência da PF no Distrito Federal vão investigar se Graça Foster prestou informações falsas aos senadores, o que poderia configurar crime de falso testemunho. O alvo dessa apuração é o depoimento dela prestado em maio à Comissão de Infraestrutura do Senado.

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Na audiência, Graça afirmou que o Conselho de Administração da Petrobras não teve responsabilidade na compra de Pasadena. Em 2006, o colegiado aprovou a compra de 50% da refinaria por US$ 360 milhões (cerca de R$ 821,6 milhões). Após litígio, a Petrobras adquiriu a segunda metade por US$ 889 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). O custo total do negócio foi de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,7 bilhões). 

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