'Se a JBS delatar, será o fim da República', disse Eduardo Cunha segundo jornal
Ex-deputado afirmou que delações da Odebrecht seriam "pequenas" se comparadas ao teor das revelações da JBS
Brasil|Do R7
O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) se mostrou 'apreensivo' esta semana com a possibilidade de vazamento do teor das delações dos executivos do Grupo JBS. Em conversa com interlocutores, ele afirmou que "se a JBS delatar, será o fim da República".
Condenado a 15 anos e quatro meses de prisão na Operação Lava Jato, o peemedebista está recolhido no Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba, desde outubro de 2016, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.
Cunha também comentou a interlocutores que as delações da empreiteira Odebrecht seriam "pequenas causas" se comparadas ao teor das revelações dos controladores do Grupo JBS.
O ex-deputado não comentou se estaria envolvido em esquemas de corrupção com os novos delatores.
A declaração de Cunha veio à tona após a informação de que Michel Temer teria sido gravado por um dos donos da JBS Joesley Batista dando aval a propina para manter o Eduardo Cunha calado.
Joesley Batista, da JBS, gravou conversa com o presidente Michel Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.
Nessa reunião, que durou cerca de quarenta minutos, Temer teria incentivado o empresário a continuar pagando mesada milionária ao ex-presidente da Câmara — em troca do silêncio de Eduardo Cunha.















