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Senado quer ouvir Cardozo sobre investigação de cartel

Senadores da CCJ definiram que vão votar na semana que vem um requerimento de convite 

Brasil|Do R7

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Cardozo deve esclarecer participação em denúncias de corrupção
Cardozo deve esclarecer participação em denúncias de corrupção

Os senadores da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) definiram nesta quarta-feira (27) que vão votar na semana que vem um requerimento de convite para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para esclarecer a participação dele no episódio que envolveu as investigações conduzidas pela Polícia Federal a respeito de denúncias de corrupção e formação de cartel no transporte de trens de São Paulo.

Ontem, o PSDB acusou Cardozo de ter motivações políticas para tentar abafar as prisões do mensalão e pediu a demissão do titular da Justiça.


Inicialmente, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), tinha apresentado um requerimento de convocação do ministro. Pelo regimento, se fosse aprovado, Cardozo seria obrigado a comparecer em 30 dias. O tucano disse que há "muita controvérsia" sobre quem repassou um relatório, feito por ex-executivo da Siemens e revelado pelo Estado, que informava a existência de um esquema de caixa 2 do PSDB e do DEM.

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Após muita divergência, Cardozo admitiu que havia remetido o documento para a Polícia Federal. Segundo Aloysio Nunes Ferreira, teria havido acréscimos em versões do relatório que circularam com o objetivo de implicar políticos. "Queria saber quem enxertou, se existem averiguações do Ministério da Justiça sobre quem enxertou", questionou o tucano, ao ressaltar que seria "conveniente" a vinda do ministro.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), sugeriu a modificação do requerimento de convocação para convite do ministro. Ele argumentou que Cardozo já se mostrou disposto a comparecer ao parlamento para esclarecer sua participação no episódio. Os senadores concordaram com a mudança que, do ponto de vista regimental, não obriga o ministro a comparecer.


Braga disse que ontem Cardozo, em entrevista coletiva, fez um desmentido público de que não há autoridades com foro privilegiado sob investigação. O líder do PSDB foi um dos citados no relatório de que teria um "relacionamento estreito" com um dos envolvidos no esquema, o que ele nega.

Aloysio Nunes Ferreira concordou com a mudança. A comissão decidiu apreciar o requerimento na próxima semana, uma vez que, pelo entendimento do colegiado, qualquer matéria não pode ser lida e votada na mesma sessão. Aloysio apresentou o requerimento ontem, que foi lido hoje.

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