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Temer vê "crisezinha política" após rompimento de Cunha com o governo

Vice-presidente disse que "País vive uma tranquilidade institucional, apesar dos embaraços"

Brasil|Do R7

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Michel Temer colocou panos quentes na crise política brasileira
Michel Temer colocou panos quentes na crise política brasileira

O vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, disse nesta segunda-feira (20) que o rompimento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo gerou uma "crisezinha política", mas não uma crise institucional no País.

Em Nova York, Temer, que também é presidente do PMDB, procurou ainda minimizar as críticas feitas ao governo no fim de semana pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).


— Até uma crisezinha política existe, por causa da posição do presidente Eduardo Cunha, mas [crise] institucional não existe. O País vive, de qualquer maneira, uma tranquilidade institucional, apesar de todos esses embaraços, isto é importante para o Brasil...

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Temer afirmou que "crise política pode haver" e reforçou que "isso depende de diálogo, e nós vamos continuar a fazer esse diálogo com o Congresso Nacional".

Temer disse que a atual crise política deverá ser superada "em breve". Na última sexta-feira (17), Cunha anunciou em tom agressivo seu rompimento pessoal com o Palácio do Planalto e sua ida para a oposição. Ele disse ainda que defenderá no congresso do PMDB, marcado para setembro, que o partido faça o mesmo.


Já no fim de semana, Renan divulgou um vídeo em que volta a fazer críticas ao ajuste fiscal realizado pelo governo da presidente Dilma Rousseff, classificado por ele de "tacanho" e "insuficiente". Ele disse também que o Congresso não está disposto a aprovar elevação de impostos.

Temer disse achar "que o Renan quis dizer que ele [ajuste fiscal] ainda não é suficiente. E de fato, nisso nós estamos todos de acordo".


O articulador político do governo lembrou da proposta enviada pelo governo ao Congresso sobre repatriação de recursos nacionais no exterior como uma das medidas que visam aumentar a arrecadação para ajudar no ajuste das contas públicas.

— Eu creio que o Renan, com a ponderação que o peculiariza, quis dizer exatamente isso: ainda é insuficiente. Então nós temos que trabalhar mais, para arrecadar mais.

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