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'Se aparecer índio deitado, vai ser terra indígena', diz Bolsonaro 

Presidente criticou pauta indígena que requisita terras ocupadas após a promulgação da Constituição Federal

Brasília|Alan Rios, do R7, em Brasília

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Presidente disse que entendimento do STF pode acabar com o Brasil caso favoreça pauta indígena
Presidente disse que entendimento do STF pode acabar com o Brasil caso favoreça pauta indígena

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se manifestou, em live da noite desta quinta-feira (2), contra a pauta indígena que requisita terras ocupadas após a promulgação da Constituição Federal, em 1988. Segundo ele, o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja favorável aos povos tradicionais, pode "acabar com o agronegócio". O tema está em discussão na Corte e volta a ser avaliado na próxima quinta-feira. 

"O próprio STF já decidiu que a área ocupada até a data da promulgação era dos indígenas. Depois [da promulgação], não. Com a nova tese, o marco temporal não tem tempo, não é fixo. No campo de futebol da sua cidade, se aparecer um índio deitado, vai ter que ser terra indígena", afirmou.


Bolsonaro ainda opinou que, se o marco temporal não for considerado válido, o tamanho de hectares das terras indígenas no Brasil será maior do que a totalidade das regiões Sul e Sudeste, somadas. "As áreas estão concentradas no Centro-Oeste e região Norte. E têm áreas indígenas previstas para serem demarcadas que, pela localização geográfica, anulam outras áreas. Acaba o Brasil".

O presidente disse esperar "bom senso do STF", ou "vamos entregar o Brasil para o índio". "Espero que aceitem ou peçam vista, o que costuma acontecer e sentam em cima do processo". Mais cedo, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu que o marco temporal das terras indígenas deve ser aplicado de acordo com cada caso.

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Durante fala no julgamento sobre o tema realizado pelo Supremo, o chefe do Ministério Público defendeu que as terras são originárias dos povos tradicionais e que a propriedade é garantida pela Constituição. Após a manifestação de Aras, a análise do caso foi adiada para o próximo dia 8.

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