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Renault Sandero ganha requinte, mas peca em detalhes

Modelo mantém bom espaço interno e corrige falhas, mas não esconde sua origem popular

Carros|Luiz Betti, do R7

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Sandero ganhou nova dianteira com logotipo em destaque
Sandero ganhou nova dianteira com logotipo em destaque

Quando foi lançado no Brasil, em 2007, o Renault Sandero se destacou no segmento dos populares ao oferecer espaço de carro médio a preço de compacto sem apelar para o estilo quadradão do primogênito Logan.

Além do interior generoso, o modelo oferecia mecânica robusta e preços competitivos, conjunto que o consolidou, nos anos seguintes, entre os dez mais vendidos do País.


Na segunda geração, que acaba de chegar às lojas, a Renault buscou manter as qualidades e corrigir os defeitos do compacto (responsável por 40% das vendas da montadora por aqui) para se manter competitiva ante os rivais atualizados, como Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Nissan March e o novo Ford Ka.

Por fora, o Sandero ganhou visual mais sóbrio e elegante, com vincos suaves e linhas retas nos faróis e lanternas. A dianteira recebeu a nova identidade visual da Renault, com a tampa do capô contornando o logotipo da montadora em destaque. O novo estilo fez bem ao modelo, embora lhe tenha tirado a personalidade que o diferenciava do Logan, com quem divide o desenho da dianteira.


Discrição na cabine

Esse estilo mais discreto é reproduzido no interior, que ganhou tons mais escuros no revestimento dos bancos, portas e painel de instrumentos. Um dos pontos mais criticados da última geração, o acabamento interno deu um salto de qualidade, com materiais mais agradáveis ao toque e ao olhar.


Os comandos dos vidros elétricos e ar-condicionado estão bem posicionados e o sistema multimídia com GPS (R$ 1.200), que segundo a fábrica já equipa a maioria dos modelos 0km, agregou novas funções de economia de combustível — porém, em alguns momentos houve falhas no pareamento com o celular via Bluetooth. Detalhes como os parafuso visíveis nos puxadores internos e sensores de estacionamento pretos denunciam a origem proletária do hatch pensado para mercados emergentes.

Sentado ao volante, o motorista conta com ajustes de altura na coluna de direção e banco do motorista, além de apoio para o pé esquerdo. O painel de instrumentos tem iluminação noturna branca e ganhou um bem-vindo indicador de troca de marchas. 


Cabine ficou mais sóbria e elegante na segunda geração
Cabine ficou mais sóbria e elegante na segunda geração

O espaço interno, por sua vez, é exemplar. Único carro do segmento a acolher com conforto cinco adultos, o modelo desliza apenas ao não oferecer encosto de cabeça e cinto de três pontos para o terceiro ocupante traseiro.

Rodando

São quatro versões disponíves: Authentique (1.0), Expression (1.0 e 1.6) e Dynamique (1.6). De série, todas vêm equipadas com direção hidráulica, volante com regulagem de altura e desembaçador traseiro, entre outros.

A versão intermediária Expression 1.6 (R$ 38.590), avaliada pelo R7 Carros, adiciona à lista rádio CD-Player, vidros dianteiros e travas elétricos, computador de bordo e retrovisores e maçanetas externas na cor da carroceria.

Segundo a montadora, 80% da estrutura do carro são novos, incluindo os sistemas de freio, direção e suspensão, que ganhou bitolas mais largas para filtrar as irregularidades das ruas brasileiras. Na prática, a suspensão recalibrada continua absorvendo bem os impactos do trajeto sem comprometer a estabilidade nas curvas.

Na hora de acelerar, o motor 1.6 de 106 cavalos (etanol) gerenciado pelo câmbio manual de cinco marchas demonstrou agilidade nas saídas e retomadas, embora continue um pouco ruidoso. A direção gordinha, por outro lado, não compromete com o carro em movimento, mas é um tanto pesada na hora de manobrar.

Já o isolamento acústico da cabine, outro ponto crítico do predecessor, melhorou consideravelmente com a adoção de novas mantas e revestimentos isolantes em pontos específicos da carroceria.

Pensado para mercados emergentes, o Sandero evoluiu na nova geração e se tornou um carro mais equilibrado. Além de manter a robustez e o espaço, ele melhorou o acabamento e isolamento internos. Caso mantenha o atual patamar de preços (versão de entrada abaixo dos R$ 30 mil), o carro-chefe da Renault tem agora mais argumentos para atrair os clientes que buscam um hatch com bom custo-benefício. 

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