Cidades

31/1/2013 às 16h21 (Atualizado em 31/1/2013 às 17h00)

Delegado publica em rede social foto da boate Kiss em que pessoas fazem performance com fogo

Mais de 230 pessoas morreram na tragédia de Santa Maria

Do R7

Delegado Marcelo Arigony postou a foto em seu perfil numa rede social Reprodução/facebook

O delegado responsável pelas investigações da tragédia em Santa Maria Marcelo Arigony postou em sua rede social uma fotografia do interior da boate Kiss em que duas pessoas aparecem fazendo performance com fogo. Na mensagem Arigony escreveu: "Recebi pelo msn do face. Tirem suas próprias conclusões".

A imagem seria de setembro de 2012 e mostra o fogo muito perto do teto. A foto colocada na rede social rendeu mais de 80 comentários, grande parte deles questionando a postura do estabelecimento e parabenizando o trabalho do delegado.

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Um vídeo promocional da boate Kiss também mostra uma pessoa carregando, próximo à cabeça, um balde de gelo junto com uma garrafa e, presa a ela, uma espécie de fogo de artifício. A imagem, publicada na internet em maio do ano passado, era usada para promover uma das atrações da casa noturna, a festa “Quinta Absoluta”.

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Incêndio

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou 235 mortos e mais de cem feridos. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Ao entrar na boate Kiss, para socorrer as vítimas do incêndio, os integrantes da corporação se depararam com uma barreira de corpos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.

— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.

Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.

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