Cidades

9/2/2013 às 12h29 (Atualizado em 9/2/2013 às 12h30)

Familiares de vítimas de incêndio na Kiss se reúnem para criar entidade

Encontro ocorre neste sábado (9), em Santa Maria (RS)

Do R7, com Rede Record

Familiares de vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), se reúnem desde 9h deste sábado (9), no Salão de Atos do Colégio Marista, para a criarem uma entidade sobre a tragédia que deixou 238 pessoas mortas no dia 27 de janeiro.

Os parentes chegaram durante toda a manhã. Advogados também participam do encontro. A intenção é formar uma entidade que auxilie nas questões jurídicas do caso, além do apoio emocional.

Mauro Hoffmann, um dos sócios da boate Kiss, teve uma conta com cerca de R$ 500 mil, além de cinco imóveis em seu nome, bloqueada pela Justiça. Outros três bancos também foram notificados a informar caso também tenham contas em nome de Hoffmann.

Já Kiko Spohr, outro sócio da boate, tem uma revenda de pneus na cidade e deve R$ 3 milhões em impostos à União. A mãe e a irmã dele também estão sendo procuradas para prestar esclarecimentos sobre os bens. As duas são as responsáveis legais da boate.

O bloqueio tem o objetivo de garantir parte das indenizações que possam ser pagas às famílias das vítimas. Eles e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira estão presos.

Incêndio

O incêndio na boate Kiss, ocorrido no dia 27 de janeiro, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, deixou 238 mortos e mais de cem feridos. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

Veja a cobertura completa da tragédia

Maioria das vítimas era de estudantes. Veja o perfil

Na terça-feira (29), o delegado regional da Polícia Civil em Santa Maria, Marcelo Arigony, informou que localizou a loja onde foi comprado o sinalizador. De acordo com Arigony, o artefato foi vendido regularmente, porém um funcionário da loja informou que a banda Gurizada Fandangueira queria comprar o mais barato para uso externo, mesmo sabendo que o seu uso seria interno. Ainda segundo a polícia, os donos da boate também sabiam dessa informação e teriam sido coniventes.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização para organizar um show pirotécnico no local. Além disso, o alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

 

 

 

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