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Fogo no teto da boate provocou pânico, diz testemunha

Jovem que estava no local lembra que incêndio começou em apresentação da segunda banda da noite

Cidades|Do R7

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Incêndio atingiu boate na madrugada deste domingo; fogo teria começado depois de show piroctécnico da segunda banda da noite
Incêndio atingiu boate na madrugada deste domingo; fogo teria começado depois de show piroctécnico da segunda banda da noite

Pânico generalizado e empurra-empurra marcaram os momentos que sucederam o começo do fogo que atingiu o interior da boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada deste domingo (27). A testemunha Taynne Vendruscolo, que estava no local no momento do incêndio com cinco amigos, informou que a intensidade e a rapidez com que o fogo se espalhou pelo interior da casa noturna surpreenderam os presentes, provocando um grande corre-corre em direção à única saída de emergência da boate.

Segundo Taynne, o incêndio começou durante a apresentação da segunda banda da noite, após o cantor iniciar um show pirotécnico em uma das canções.

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— O cantor começou a fazer um show com um artifício que saía faísca. Ele parou de cantar, e um dos nossos amigos olhou para o teto e disse que estava pegando fogo. No primeiro momento, achamos que o fogo seria apagado e tudo ficaria bem. Só que começou o empurra-empurra, o pessoal vindo da frente do palco e aí saímos correndo para a porta de saída.

O material de isolamento acústico do prédio, feito de espuma, incendiou e a fumaça intoxicou as vítimas.

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Por estar em uma área vip da boate, que era próxima da saída, Taynne disse que não teve tantas dificuldades de deixar o local.

— Quando vimos o fogo, nós saímos em um ou dois minutos de dentro muito bem. Mas as pessoas que saíram em seguida começaram a passar mal por causa da fumaça e a ter dificuldade de respirar.

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Diferentemente de outras testemunhas, Taynne afirmou que a saída de emergência já estava aberta quando se caminhou para essa porta. Ela também disse que só havia uma saída de emergência no prédio, e que estava localizada ao lado da entrada principal.

Do local que estava na boate, Taynne afirmou que a casa noturna não parecia estar superlotada.

— O local estava cheio. A boate sempre está lotada, mas não parecia que havia superlotação nesta noite.

Ela também contou que a chegada da Polícia e do Corpo de Bombeiros ao local foi muito rápida, e que muitas pessoas ajudaram as autoridades quebrando os vidros e as paredes para facilitar a remoção das pessoas que estavam dentro da boate.

— O início do resgate foi muito rápido.

Veja cobertura completa da tragédia no RS

Taynne e os seus cinco amigos saíram da boate sem grandes dificuldades, mas outros conhecidos seus não tiveram a mesma sorte. Taynne disse que teve conhecimento de que um colega morreu no incêndio e que outros dois estavam desaparecidos.

— Tem muita informação desencontrada neste momento. Alguns disseram que eles estão no hospital, outros disseram que eles morreram e outros nos disseram que eles não foram encontrados.

Até o momento, 232 mortes foram registradas por causa do incêndio. Outros 131 feridos estão internados em hospitais da região.

Segundo o comandante geral dos Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, as mortes foram causadas pela inalação de fumaça tóxica.

— A maior parte dessas pessoas morreu asfixiada. Elas entraram em pânico e acabaram pisoteando umas às outras. O principal fator (para as mortes) foi a asfixia. O isopor gera uma fumaça muito tóxica.

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