"Governador não poderia chamar as entidades para negociar sem a nossa presença”, diz mãe de PM no ES
Mulheres e mães de policiais estão acampadas há oito dias em frente aos batalhões do Estado
Cidades|Da Agência Brasil

Mulheres e mães de policiais militares que estão acampadas há oito dias em frente aos batalhões do Espírito Santo impedindo a saída de viaturas continuam seu protesto na manhã deste sábado (11), porque, segundo elas, não houve participação das famílias no acordo anunciado pelo governo na sexta-feira (10).
A aposentada Carmen Pesse, de 57 anos, mãe de um policial militar de 41 anos, que está há 19 anos na corporação, disse que as mulheres vão continuar na luta por melhores salários para os PMs.
— As entidades de classe não estavam na organização. É um movimento de mulheres e familiares. O governador não poderia chamar as entidades para negociar sem a nossa presença. Se essas entidades realmente estivessem lutando por seus associados não precisava os familiares estarem entrando nessa luta. Quando, nós mulheres, decidimos vir para essa luta, a gente sabia que ia enfrentar muita coisa. Estamos preparadas.
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O acordo de ontem foi feito com as associações que representam os policiais militares capixabas para suspender a paralisação dos agentes e para que eles retonassem suas atividades neste sábado, a partir das 7h. O governo informou que aqueles que retornassem até este horário não seriam punidos administrativamente.
As mulheres dos policiais não participaram da negociação com o governo. No acordo firmado na noite de ontem, o governo não concedeu aumento salarial. Na proposta apresentada pelas mulheres, elas pediam 20% de reajuste imediato e 23% de reajuste escalonado.















