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Justiça condena ex-prefeito de Coari a mais de 11 anos de prisão por prostituição de menores

Durante o julgamento, houve manifestação em frente ao tribunal contra pedofilia

Cidades|Com Agência Brasil

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Ex-prefeito era apontado como chefe de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes
Ex-prefeito era apontado como chefe de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes

O TJ-AM (Tribunal de Justiça do Amazonas) condenou na terça-feira (18) o ex-prefeito do município de Coari, Adail Pinheiro, a 11 anos e dez meses de prisão, em regime fechado, por favorecimento à prostituição de menores. As denúncias contra o então prefeito tiveram ampla repercussão no início do ano, quando foram noticiadas nos principais veículos jornalísticos do país. Pinheiro é apontado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.

O então prefeito começou a ser investigado pela PF (Polícia Federal) na Operação Vorax e foi denunciado pelo Ministério Público por chefiar a rede de prostituição infantil em 2008. Para a relatora da CPI, deputada federal Liliam Sá (PSD-RJ), há provas contundentes da participação do prefeito no esquema.


A sessão que condenou Pinheiro foi realizada na manhã de terça-feira, a portas fechadas, em segredo de justiça. Ainda cabe recurso à decisão. Além do ex-prefeito, o TJAM condenou outros envolvidos na ação. De acordo com a assessoria do tribunal, todas as condenações foram por unanimidade.

Ex-secretário de Governo de Coari, Adriano Teixeira Salan foi condenado a dez anos e cinco meses. A ex-servidora Maria Lândia Rodrigues ficará presa por 11 anos, enquanto Eudes de Souza Azevedo e Osglébio Fernandes Gama por 13 anos e seis meses.


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Durante o julgamento, o relator do processo, desembargador Rafael de Araújo Romano, disse que este não foi o primeiro nem será o último processo de Adail Pinheiro.


— Ainda tenho outros processos envolvendo não apenas ele, mas outros acusados. Vamos resolver com essa mesma tranquilidade e celeridade, sempre em nome da Justiça.

O desembargador observou que as diferenças entre as penas deve-se ao fato de alguns réus não terem cometido crimes pelos quais outros foram acusados.

— No caso do ex-prefeito, não houve grave ameaça envolvendo arma, por exemplo.

O relator informou, ainda, que estão sendo tomadas todas as providências para que outros processos envolvendo Pinheiro sejam julgados antes do início de 2015.

— O réu pode recorrer, mas, enquanto isso não ocorre, será encaminhado para um presídio adequado.

Durante o julgamento, houve manifestação em frente ao tribunal contra pedofilia. O ex-prefeito também foi condenado a um ano e dois meses de serviços comunitários por crime de responsabilidade. Como prefeito, contratou um funcionário sem realização de concurso público.

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