Segurança falha e 40 repórteres entram em presídio no MA
Entrada aconteceu durante visita de senadores ao Complexo de Pedrinhas
Cidades|Do R7

O esquema de segurança da casa de detenção do complexo de Pedrinhas, em São Luís, foi furado nesta segunda-feira (13) por mais de 40 jornalistas que entraram na unidade sem autorização. Apesar de a assessoria do governo do Maranhão ter armado um esquema para impedir a entrada da imprensa, a segurança do complexo se mostrou falha, mais uma vez. Uma porta foi deixada aberta e a multidão de repórteres teve acesso aos presos, no começo da tarde.
Dentro da unidade, onde 62 presos foram mortos desde 2013, detentos reclamaram que a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado maquiou a situação dentro do local, encaminhando presos para outras prisões. Mesmo assim, a situação observada era de precariedade nas celas, e havia superlotação. Os presos afirmaram que são vítimas de tiros de armas de bala de borracha e que não têm assistência médica dentro do complexo.
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Enquanto os jornalistas estavam no local, os presos ficaram indignados e começaram a protestar contra as tentativas dos agentes de retirar a imprensa. Um dos detentos jogou uma marmita contra um dos funcionários. De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Estado, Luiz Antônio Pedrosa, é para evitar que o Estado tente maquiar a situação das unidades em que são necessárias as visitas-surpresas. Na sexta-feira (10) o governo do Estado impediu a entrada da comissão de direitos humanos da OAB e da Assembleia Legislativa.
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Maquiagem
Deputados maranhenses acusam o governo estadual de maquiar as unidades visitadas pela Comissão de Direitos Humanos de Senado. Domingos Dutra, que foi presidente da CPI do Sistema Carcerário, comentou a denúncia.
— Visitei muitos presídios no Brasil e vi muito isso: maquiagem.
Presos afirmaram que vários detentos de celas superlotadas foram transferidos antes da visita dos parlamentares. O deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade) afirma que os presos das alas mais problemáticas fazem greve de fome.
— A intervenção é o melhor caminho para que a gente possa voltar ao normal aqui dentro.
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