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Brasil cria 396.993 vagas de trabalho e encerra 2014 com pior desempenho desde 2002, diz Caged

Em dezembro, País perdeu 555.508 postos de trabalho com carteira assinada

Economia|Do R7

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No primeiro mandato da presidente Dilma (2011 a 2014), foram criados 4,935 milhões de novos postos de trabalho
No primeiro mandato da presidente Dilma (2011 a 2014), foram criados 4,935 milhões de novos postos de trabalho

O Brasil criou menos de 400 mil postos de trabalho com carteira assinada em 2014, pior desempenho em 12 anos, com fortes demissões na indústria e na construção civil.

Só em dezembro, informou o Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (21), houve o fechamento líquido de 555.508 vagas formais, acumulando em 2014 a criação líquida 396.993 postos, em números ajustados. Trata-se do pior desempenho desde o início da série histórica ajustada da pasta.


Sem ajustes, o País criou apenas 152.714 empregos no ano passado. Em entrevista, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, mencionou que as eleições presidenciais, realizadas em outubro do ano passado, foram determinantes para o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

— O resultado teve a influência de um ano atípico (...) Alguns seguraram investimentos para esperar o resultado eleitoral.


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Em 2014, o setor da Indústria da Transformação registrou demissões líquidas de 163.817 pessoas, com ajustes, o primeiro resultado negativo da série histórica.


O mesmo aconteceu no setor de Construção Civil, com o fechamento de 106.476 vagas no ano passado, a primeira queda líquida desde 2003.

Outras atividades que demitiram mais do que contrataram foram Extrativa Mineral, com saldo negativo de 2.348 postos, e Agricultura (- 370 vagas).


Na outra ponta, o setor que mais abriu vagas formais foi o de Serviços, com 476.108 postos, também com ajustes, mas com queda de 15% sobre 2013.

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No primeiro mandato da presidente (2011 a 2014), foram criados 4,935 milhões de novos postos de trabalho, na pior desempenho se comparado com os mandatos do seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos primeiros quatro anos de Lula, foram abertas 5,8 milhões de vagas líquidas e, no segundo, 7,7 milhões de postos já descontadas as demissões.

O resultado do ano passado veio muito pior do que o esperado pelo governo, que chegou a projetar geração de 1,4 milhão a 1,5 milhão de postos no início do ano para, em seguida, falar em menos de 1 milhão.

A economia brasileira tem mostrado fraqueza nos últimos anos, em meio a um cenário de inflação elevada e confiança abalada. Para reverter o contexto, a nova equipe econômica vem anunciando medidas fiscais para reorganizar o ambiente econômico e as contas públicas.

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