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Eike Batista é denunciado à Justiça por crimes financeiros e pode ser condenado a 13 anos de prisão

MPF quer que bens de empresário, no valor de até R$ 1,5 bilhão, sejam bloqueados

Economia|Do R7

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O empresário Eike Batista foi denunciado à Justiça por crimes financeiros e pode pegar até 13 anos de prisão, caso condenado
O empresário Eike Batista foi denunciado à Justiça por crimes financeiros e pode pegar até 13 anos de prisão, caso condenado

O empresário Eike Batista foi denunciado quinta-feira (11) à Justiça pelo MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro sob a acusação de ter cometido dois crimes previstos na lei do mercado de valores mobiliários. Caso seja condenado, ele poderá pegar pena de prisão de até 13 anos. A previsão é de que Eike Batista seja julgado em 2015.

Segundo a acusação do MPF, Eike Batista deve ser condenado pela Justiça por realizar “operações simuladas ou manobras fraudulentas, com a finalidade de alterar artificialmente o regular funcionamento dos mercados de valores mobiliários em bolsa de valores” e também por “utilizar informação relevante ainda não divulgada ao mercado, de que tenha conhecimento e da qual deva manter sigilo, capaz de propiciar, para si ou para outrem, vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiro, com valores mobiliários”.

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No mesmo momento em que ofereceram denúncia contra Eike Batista, os procuradores da República Rodrigo Ramos Poerson e Orlando Monteiro Espíndola da Cunha também solicitaram o bloqueio de bens do empresário até o valor de R$ 1,5 bilhão.

Caso a Justiça decrete a apreensão dos bens (desde ações no mercado financeiro até imóveis, veículos, barcos e aviões) de Eike Batista, o patrimônio que ele transferiu para dois filhos, Olin e Thor de Oliveira Santos, e para a atual mulher, Flávia Sampaio, também passará a ficar bloqueados para o possível pagamento de dívidas do empresário no mercado.

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De acordo com o procurador Orlando Cunha, Eike Batista começou a doar bens para seus familiares após outubro de 2012, quando seu império financeiro começou a ruir e ele passou a ser alvo de diversas investigações.

“O contexto [das doações aos parentes] evidencia manobra fraudulenta levada a efeito pelo denunciado no inequívoco propósito de afastar seus bens de futura medida constritiva. Causa espécie que as “doações” referidas em seu depoimento tenham se concretizado recentemente, justamente após 24/10/2012, data da divulgação do “put”, causando dano difuso ao público investidor na medida de US$ 1.000.000.000,00 (1 bilhão de dólares americanos) que não foram aportados na OGX”, escreveu o procurador no pedido de bloqueio dos bens do empresário à Justiça.

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Os crimes atribuídos a Eike Batista pelo MPF foram cometidos, segundo a denúncia, durante a gestão dele à frente da petroleira OGX, hoje chamada de Óleo e Gás Participações.

De acordo com Sérgio Bermudes, advogado de Eike Batista, o empresário está fora do Brasil, em viagem pela Coreia do Sul e Inglaterra, de onde deve retornar semana que vem.

Leia as acusações contra Eike Batista: http://www.prrj.mpf.mp.br/institucional/mpf-na-capital/atuacao/denuncias-criminais

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