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Governo adia anúncio de novas previsões de rombo nas contas públicas

Metas devem subir para um déficit primário de R$ 159 bi neste e no próximo

Economia|Do R7

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Metas vigentes para o governo central são de um rombo de R$ 139 bi em 2017 e de R$ 129 bi em 2018
Metas vigentes para o governo central são de um rombo de R$ 139 bi em 2017 e de R$ 129 bi em 2018

O governo do presidente Michel Temer não anunciará as novas metas fiscais para 2017 e 2018 nesta segunda-feira (14) em meio a indefinições que ainda persistem sobre receitas e despesas que vão compor o rombo primário, segundo fontes com conhecimento direto do assunto.

Uma das fontes pontuou que a intenção da equipe econômica é manter a cautela para assegurar que os números não precisem ser novamente revistos, como já ocorreu com a meta de 2018 mais cedo neste ano.

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Ainda não há definição concreta sobre quando haverá o anúncio, mas a segunda fonte destacou que a perspectiva é que a divulgação seja feita nesta terça-feira (15).

Até o momento, a ideia é que as metas subam para um déficit primário de R$ 159 bilhões neste e no próximo ano, ressaltando a dificuldade para a retomada do equilíbrio fiscal diante da fraqueza na arrecadação e incertezas sobre receitas extraordinárias.

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As metas ainda vigentes para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) são de um rombo de R$ 139 bilhões em 2017 e de R$ 129 bilhões para o próximo.

Técnicos se debruçam agora sobre como exatamente as receitas com concessões ajudarão no cumprimento dos alvos. De acordo com uma fonte do governo a par do assunto, ainda não foi batido o martelo sobre quais aeroportos entrarão no novo pacote de concessões. Consequentemente, ainda não há uma estimativa sólida de valores que poderão ser obtidos pelo governo com as outorgas dos terminais.

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Mas, segundo essa mesma fonte, há o objetivo de montar um cardápio de concessões que busque aumentar a arrecadação do governo para ajudar no fechamento das contas. "Existe uma preocupação em atender ao ajuste (fiscal), mas sem comprometer a qualidade das concessões", disse.

Entre as possibilidade que estão em estudo estão as concessões dos aeroportos de Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ) e das participações da Infraero em aeroportos já concedidos.

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