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"Turbulência econômica" não afetou mudança social no Brasil, avalia IPEA

Entre 2004 e 2014, houve uma redução de 63% na pobreza extrema da população

Economia|Do R7

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Em 2014, 2,48% da população brasileira vivia em situação de extrema pobreza
Em 2014, 2,48% da população brasileira vivia em situação de extrema pobreza

Apesar das turbulências que começaram a afetar a economia brasileira em 2014, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) daquele mesmo ano demonstrou que a realidade brasileira permanece em processo de mudança social. A informação foi revelada em nota técnica do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada nesta quarta-feira (30).

De acordo com o documento, o desenvolvimento do País ao longo dos últimos anos foi possível pelo avanço da política social e pela e ampliação com melhorias estruturais do mercado de trabalho.


O IPEA avalia ainda que, mesmo com o processo encolhimento da economia, registrado a partir do final de 2014, a estrutura obtida nos anos anteriores permaneceu eficaz.

Desigualdade entre brancos e negros diminui no Brasil


Segundo o instituto, o resultado pode ser atribuído ao crescimento real da renda e do trabalho, à diminuição da desigualdade, ao aumento da escolaridade e á diminuição das brechas que separam negros de brancos, mulheres de homens, trabalhadores rurais de urbanos.

— Ao final do ciclo 2011-2014, não se observa a desconstrução do legado do ciclo 2003-2010, e sim um aprofundamento das mudanças sociais.


Mesmo afirmando que o resultado “surpreende positivamente”, o IPEA acredita que as mudanças poderiam ter sido maiores, especialmente nas medidas ligadas á desigualdade social.

Redução da pobreza


Os dados da PNAD apontam que, em 2014, 2,48% da população brasileira vivia em situação de extrema pobreza. De acordo com o IPEA, o valor representa uma redução de 63% na pobreza extrema da população nacional de 2004 para 2014.

O documento avalia ainda que, na passagem de 2013 para 2014, o volume de brasileiros que vive em situação de pobreza extrema caiu 29,8%.

A análise, assinada por Rafael Osorio, atribui o resultado justamente à permanência do aumento da renda e da redução das desigualdades. 

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