Programa de demissão voluntária na USP tem início nos próximos dias
A previsão é de que as rescisões ocorram entre fevereiro e abril de 2015
Educação|Do R7, com Agência Estado

O reitor da USP (Universidade de São Paulo), Marco Antonio Zago, já assinou a portaria que implementa o PDV (plano de demissão voluntária) de servidores técnico-administrativos. A norma sobre o programa, aprovado em setembro pelo Conselho Universitário, órgão máximo da universidade, deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Estado.
Por meio de assessoria de imprensa, a universidade informou ao R7 que a previsão é de que as inscrições sejam abertas em novembro e as rescisões ocorram entre fevereiro e abril de 2015.
Criticado por setores dentro da universidade, o programa de demissão prevê a aposentadoria antecipada de 1,7 mil funcionários, com idade entre 55 e 67 anos. A medida é uma das principais apostas de Zago para aliviar a folha de pagamento da USP, que gasta 106,3% dos repasses do Estado com salários e recorre a reservas financeiras para manter as contas.
Em setembro, a universidade divulgou que o pagamento de salários dos funcionários técnico-administrativos representou 62% dos gastos da universidade com a folha em 2013 — os salários do corpo docente representaram 38%. Só no primeiro semestre, a universidade comprometeu 105% de seu orçamento com a folha de pagamento dos funcionários.
Apesar, nesta semana, ter sido divulgado na imprensa fala do reitor Zago alegando a superação da crise, a assessoria de imprensa da reitoria, por meio de mensagem eletrônica, afirma que "a USP continua utilizando as reservas para o pagamento da folha de pagamento".
Planos
O PDV pretende diminuir em até 7% os gastos da reitoria com a folha salarial, a depender da adesão dos funcionários. Para promover os desligamentos a USP estima gastar até R$ 400 milhões.
O sucesso do plano, de acordo com Zago, pode ajudar na retomada de algumas obras, como o Anfiteatro Guarnieri e o segundo prédio do Centro de Difusão Internacional, ambos no campus Butantã, zona oeste da capital, e na contratação de professores. Para frear os gastos da universidade, Zago suspendeu as obras e as contratações em fevereiro.
Outra proposta do reitor para equilibrar as finanças ainda está pendente. Zago propôs transferir o Hospital Universitário, em São Paulo, e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, em Bauru, para a Secretaria Estadual de Saúde. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), porém, afirma não ter interesse em assumir os hospitais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.










