Provas de redação da 2ª fase da Unicamp foram mais fáceis do que as de anos anteriores, avaliam professore
Propostas solicitaram carta de leitor sobre imigração e texto informativo pedindo doação
Educação|Do R7

Os estudantes que compareceram neste domingo (15) para realizar a primeira prova da segunda fase do vestibular que garante acesso à Unicamp encararam duas redações e seis questões dissertativas das áreas de literatura e gramática. De acordo com os professores consultados pelo R7, as temidas provas de redação não inovaram nos gêneros e resultaram em uma prova mais tranquila do que as aplicadas nos anos anteriores.
Hoje, os candidatos tiveram que escrever uma carta de leitor sobre imigração, baseado na discussão do conceito de Brasil Cordial e a presença de estrangeiros no Brasil. O segundo tema visava um texto de apresentação sobre uma campanha para angariar doações para o projeto de uma biblioteca.
O supervisor de português do Anglo Vestibulares, Eduardo Calbucci, observa que houve uma diminuição do grau de dificuldade em relação aos vestibulares anteriores da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp). Ele avalia que, como a Unicamp traz propostas de redação com gêneros variados, as repetições se tornaram inevitáveis.
— Ao longo do tempo, esses gêneros [manifesto, abaixo-assinado, carta de leitor, um comentário feito em fórum de internet] vão se esgotando e alguns estão sendo repetidos. Então, o aluno que estudou por provas anteriores, talvez já tenha se deparado com propostas muito semelhantes.
A percepção de Calbucci é a mesma de Sarahy Azenha, diretora pedagógica da Oficina do Estudante. Ela afirma que as duas propostas de redação apresentadas “não inovaram” e permitiram com que os candidatos se sentissem mais seguros.
— Foi uma prova inteligente, mas uma prova acessível aos alunos do ensino médio.
Apesar de avaliar a prova como “maia tranquila” do que a doa anos anteriores, Azenha elogiou os dois temas embutidos nas propostas.
— A certa foi muito interessante pela interpelação trabalhada pela faculdade. Ela trabalha discutindo as migrações e as imigrações. [...] Ela conseguiu discutir um tema atual, mas completamente voltado à opinião do jovem, que deveria escrever a carta para a revista. Foi bem inteligente.










