Levy Fidelix se diz contrário a políticas para mulheres e população LGBT
Fidelix afirmou que boas políticas públicas beneficiam a todos os segmentos sociais
Eleições 2016|Da Agência Brasil

O candidato pelo PRTB à prefeitura de São Paulo, Levy Fidelix, se posicionou nesta sexta-feira (16) contra políticas específicas para mulheres e para a população LGBT. Durante série de sabatinas da TV Brasil em parceria com o jornal El País com os candidatos a prefeito, infomour que não concorda com as medidas.
— Não podemos fazer essa política petista do passado de dividir a sociedade em segmentos. Querem por um lado cota racial. Mulher agora também?
Fidelix complementou que boas políticas benefiam a todos, independentemente do sexo.
— Tem que ser política só de mulher, não. Tem que ser política da família. Com a família a gente envolve o homem e a mulher. Quando você dá uma creche, você beneficia quem? A mãe.
Sobre gays, lésbicas e transexuais, Fidelix disse que, caso eleito, vai tratar essa parcela da sociedade como “contribuintes”: não pretende destinar medidas específicas, mas também não planeja interromper os programas em andamento.
— Se existem esses projetos [específicos para a população LGBT] por que cortá-los? Agora potencializá-los, não. Porque é uma minoria ínfima. São Paulo tem tantas crianças passando fome, problema de creche e isso é tão ínfimo.
Táxis
O candidato do PRTB defendeu ainda que os motoristas de táxi sejam indenizados pelas perdas causadas pela chegada do aplicativo Uber à capital paulista.
— O taxista pagou de R$ 85 mil a R$ 120 mil para ter a sua concessão. Caberá, para ter isonomia e igualdade, dar a indenização para equalizar a regra do jogo.
Ele avalia que os motoristas merecem receber valores em torno de R$ 100 mil. Além das indenizações, Fidelix disse que tem a intenção de criar uma central de atendimento para facilitar o contato entre passageiros e taxistas.
— Caberá à prefeitura dar a eles um centro de telemarketing. As pessoas poderão ligar para o centro da prefeitura e pedir o táxi.
Os recursos viriam, segundo o candidato, da renegociação da dívida do município e do redirecionamento do dinheiro usado em outras ações, como a construção de ciclovias.
— São Paulo negocia muito mal a sua dívida. Eu quero fazer uma reforma completa nas finanças de São Paulo. Primeiro, uma auditoria, porque está se gastando mal. Está se gastando fortunas para pintar o chão, fazer ciclovias que podem ser adiadas.
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Fidelix também se manifestou contra a redução da velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros.
— Tem que voltar aos 90 quilômetros por hora nas vias expressas e nas vias colaterais os 70 (quilômetros por hora). Porque estamos andando como tartaruguinha.
Em julho do ano passado, a administração municipal adotou a redução da velocidade nas marginais, limitando a 50 km/h, 60 km/h e 70 km/h nas pistas locais, centrais e expressas.
O candidato criticou ainda a aplicação de multas contra os motoristas infratores.
— O [prefeito Fernando] Haddad arrecada por ano R$ 1 bilhão somente com multas aplicadas ao povo. Isso é um absurdo! Ampliou de 300 para 900 radares. Isso é criminoso. Todo dia você chega em casa e tem uma multa.
Aerotrem
O candidato aproveitou a oportunidade para falar de sua proposta mais conhecida: o Aerotrem — trem suspenso sobre trilhos.
— Um aerotrem, monotrilho, tira da cidade dez ônibus. Então, ele é muito bom. Eu faria mais de 30 quilômetros.
Sobre os recursos necessários para o investimento, Fidelix disse que a solução é retirar os subsídios dado às empresas de ônibus.
— Cabe à prefeitura essa questão de mobilidade urbana. Tem que tirar o dinheiro que investe em empresa de ônibus, uma coisa ultrapassada.
