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Al Qaeda diz ter libertado 500 presos no Iraque

Homens-bombas, foguetes e 12 carros-bombas foram mobilizados para ação

Internacional|Do R7

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A Al Qaeda assumiu na terça-feira (23) a responsabilidade por duas invasões simultâneas em penitenciárias iraquianas, e disse que mais de 500 presos foram libertados na ousada operação.

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, formado neste ano pela fusão de afiliadas da Al Qaeda na Síria e no Iraque, disse ter invadido a penitenciária de Abu Ghraib, em Bagdá, e outra cerca de 20 quilômetros ao norte da capital, após meses de preparação.

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Em nota, o grupo disse que a ação da segunda-feira (22) ocorreu exatamente um ano depois de o líder da Al Qaeda iraquiana, Abu Bakr al Baghdadi, lançar uma campanha intitulada "Quebrando Muros", com o objetivo de libertar militantes presos.

O grupo disse ter mobilizado homens-bombas, foguetes e 12 carros-bombas, matando 120 guardas iraquianos e forças da Swat nos ataques em Taji, ao norte de Bagdá, e Abu Ghraib, prisão que ficou famosa há uma década por causa de fotos que mostravam abusos de soldados dos EUA contra prisioneiros.

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O Ministério do Interior e fontes médicas disseram que 29 soldados e policiais morreram, e que 36 ficaram feridos.

Os insurgentes sunitas liderados pela Al Qaeda estão se tornando mais ativos contra o governo xiita do Iraque nos últimos meses, num movimento alimentado em parte pela guerra civil na vizinha Síria.

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Uma fonte oficial graduada disse que as forças de segurança iraquianas estão em alerta elevado e receberam e informação de que alguns dos principais militantes foragidos estariam a caminho da Síria.

O Iraque reforçou os controles fronteiriços para impedir que esses militantes saiam do país, segundo a fonte, que pediu anonimato. Essa fonte acrescentou que o grau de coordenação nos ataques às prisões sugere que ex-oficiais militares se envolveram no planejamento ou mesmo na execução.

Fugas carcerárias são comuns no Iraque, mas a dimensão das rebeliões de segunda-feira levou alguns políticos a dizerem que o governo perdeu qualquer sombra de controle sobre a segurança, que vem se deteriorando constantemente desde o final de 2012.

Os insurgentes estão se reagrupando e atacando quase diariamente, arregimentando novos recrutas entre a minoria sunita, que cada vez mais se ressente do domínio xiita desde a derrubada do regime do sunita Saddam Hussein, em 2003.

Desde o começo de julho, 700 pessoas morreram em ataques militantes, segundo o grupo de monitoramento Iraq Body Count.

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