Internacional

25/2/2013 às 12h49 (Atualizado em 25/2/2013 às 15h50)

Argentina denuncia presença de armamento nuclear nas Malvinas perante a ONU

Segundo a acusação, o Reino Unido estaria transportando armamento nuclear às Ilhas,
zona que deveria estar desnuclearizada 

EFE

A Argentina acusou nesta segunda-feira (25) o Reino Unido de transportar, em submarinos, armamento nuclear às Ilhas Malvinas e violar, assim, os tratados internacionais que estabelecem que esta zona deveria estar desnuclearizada.

O secretário de Relações Exteriores da Argentina, Eduardo Zuain, declarou perante a Conferência de Desarmamento da ONU que "nos encontramos em uma etapa precária de implementação do tratado de Tlatelolco, que proíbe completamente o armamento nuclear na América Latina e no Caribe. Esta precária implementação é desafiada pelo Reino Unido".

Além disso, Zuain responsabilizou o Reino Unido de uma injustificada e desproporcional presença militar no Atlântico Sul, "que inclui deslocamentos de submarinos com capacidade de levar armamento nucleares na zona desnuclearizada".

— A República Argentina está especialmente preocupada pela possibilidade, confirmada pela primeira vez pelo Governo britânico em 2003, que este estado estivesse introduzindo armamento nuclear no Atlântico Sul.

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O Tratado para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe - conhecido como Tratado de Tlatelolco - é um acordo internacional que estabelece a desnuclearização do território da América Latina e do Caribe e que entrou em vigência em 25 de abril de 1969.

 Além disso, Zuain criticou o fato de que as Malvinas esteja entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1.500 soldados britânicos e uma população civil de 3 mil.

— Tal desdobramento inclui a presença de um poderoso grupo naval, aviões de combate de última geração, um importante centro de comando e controle, e uma base de inteligência eletrônica que permite 'monitorar' o tráfego aéreo e naval da região.

Zuain disse que a grande presença britânica em áreas disputadas do Atlântico Sul preocupa não somente a Argentina, "mas também os países da região e fora dela, como demonstram pronunciamentos da Cúpula Ibero-Americana, a União de Nações Americanas (Unasul), o Mercosul, o Grupo Rio e a Cúpula de Países da América do Sul e Países Árabes (ASPA)".

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John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos, declarou que seu governo "não se posicionará" sobre a soberania das Malvinas apesar de reconhecer "a administração de fato" das ilhas por parte do Reino Unido, após manter uma reunião com o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague.

Kerry afirmou que os EUA "apoia a colaboração prática" entre o Reino Unido e Argentina.

Argentina pediu à Conferência de Desarmamento, que começou nesta segunda em Genebra uma nova sessão e que se prolongará até o próximo dia 1 de março, que supere a estagnação à qual está submetida há 15 anos para que possam avançar em diferentes temas, entre eles, o reivindicado por Buenos Aires.

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