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Confrontos entre manifestantes pró-russos e partidários do novo governo ucraniano são registrados na Crimeia

Muitos pedem um referendo sobre o status da região, localizada no sul da Ucrânia

Internacional|Do R7

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Os confrontos foram contidos e os policiais que observavam a cena não estavam armados
Os confrontos foram contidos e os policiais que observavam a cena não estavam armados

Confrontos foram registrados nesta quarta-feira (26) entre manifestantes pró-russos e partidários das novas autoridades em Simferopol, a capital da república autônoma da Crimeia, onde o presidente do Parlamento local descartou qualquer debate sobre uma eventual separação.

Mais de 5.000 pessoas se reuniram em frente ao Parlamento, Tatars de um lado, os mais numerosos, e pró-russos do outro, constatou um jornalista da AFP.

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Os Tatars, membros de uma comunidade local de tradição muçulmana, carregavam bandeiras ucranianas e gritavam "Ucrânia, Ucrânia!", já os habitantes de língua russa exibiam bandeiras da Rússia e da Crimeia e gritavam "Rússia, Rússia!".

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Algumas brigas e insultos animaram os dois lados, postados frente a frente, mas os confrontos foram contidos e os policiais que observavam a cena não estavam armados.

A manifestação se dispersou às 16h (11h no horário de Brasília), após os pedidos de deputados locais.

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Os pró-russos reclamam a realização de um referendo sobre o status da Crimeia, no sul da Ucrânia, em meio às tensões separatistas que aumentaram com a destituição do presidente Viktor Yanukovytch.

Uma hipótese rejeitada pelo presidente do Parlamento da Crimeia, Volodymyr Konstantinov. "O Parlamento não vai discutir a saída da Crimeia da Ucrânia. Trata-se de uma provocação para desacreditar o Parlamento autônomo da Crimeia", segundo seu porta-voz.

Os Tatars, presentes desde o século 13 na Crimeia, foram deportados para a Sibéria e Ásia central por Stálin, e retornaram após a queda da URSS em 1991. Eles constituem 12% dos 2 milhões de habitantes da península.

A Crimeia, inicialmente pertencente durante a URSS à Rússia, foi adicionada à Ucrânia em 1954. Ela continua a abrigar a frota russa no Mar Negro.

Corpo desconhecido

O corpo de um homem, aparentemente morto por um ataque cardíaco e sem apresentar sinais de violência, foi encontrado perto do Parlamento da Crimeia em Simferopol, durante os confrontos entre manifestantes pró-russos e partidários das novas autoridades ucranianas.

"O corpo de um homem de certa idade foi encontrado durante a manifestação perto do Parlamento, sem sinas de traumatismo. Segundo as primeiras informações, ele morreu de uma crise cardíaca", indicou em um comunicado o Ministério da Saúde da Crimeia.

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