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Crise na Ucrânia: falta de passos positivos da Rússia preocupa Kerry

EUA ameaçam aumentar sanções contra Rússia se acordo de Genebra não for cumprido

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Kerry apelou à Rússia que reduza a retórica de escalada
Kerry apelou à Rússia que reduza a retórica de escalada

O secretário de Estado americano, John Kerry, manifestou nesta terça-feira (22) ao ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, sua "profunda preocupação" diante da ausência de "passos positivos" de Moscou para reduzir a tensão na Ucrânia, disse um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado.

Kerry também advertiu que, se não houver avanços em relação ao acordado na semana passada em Genebra, isso levará a sanções adicionais contra a Rússia, acrescentou a mesma fonte consultada pela AFP.


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Em uma conversa por telefone com Lavrov, Kerry "manifestou sua profunda preocupação com a falta de passos positivos russos, citando as evidências crescentes de que separatistas continuam a aumentar o número de prédios sob ocupação e a fazer jornalistas e outros civis de reféns", relatou o diplomata.

"Ele apelou à Rússia que reduza a retórica de escalada, que se envolva diplomaticamente no leste com a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e com o governo ucraniano, que emita declarações públicas pedindo aos que ocupam esses prédios que se desarmem e renunciem, em troca de anistia", completou.


Ainda segundo a mesma fonte, Kerry "também reiterou que, na ausência de avanços mensuráveis na implementação do acordo de Genebra, haverá um aumento das sanções contra a Rússia".

O secretário americano conversou ainda com o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, e comemorou os "passos importantes" dados pelo governo interino de Kiev para reduzir a tensão.


Em sua visita a Kiev, horas antes de partir nesta terça (22), o vice-presidente americano Joe Biden reforçou seu apoio frente à ameaça separatista no leste do país, que seria estimulada pela Rússia. Biden pediu a Moscou que retire suas tropas da fronteira.

O governo de Kiev havia anunciado uma trégua em suas operações "antiterroristas" durante o período de Páscoa, mas nesta terça o presidente interino, Alexander Turchinov, ordenou sua retomada após a descoberta de dois corpos com sinais de "tortura".

"A fase ativa foi suspensa durante as festas de Páscoa, mas a partir de hoje continua. As forças da ordem trabalham para liquidar todos os grupos (milícias pró-Rússia) que atuam em Kramatorsk, Slaviansk e outras cidades nas regiões de Donetsk e Lugansk", anunciou o vice-primeiro-ministro ucraniano, Vitali Yarema. 

Turchinov ordenou ontem o reatamento da operação antiterrorista após serem encontrados em Slaviansk os corpos de dois homens, um deles identificado pelo Ministério do Interior como o desaparecido deputado da assembleia municipal de Gorlovka, Vladimir Ribak. 

O político pertencia ao partido Batkivschina (Pátria), do qual Turchinov também é membro e que é liderado pela candidata à presidência Yulia Tymoshenko. 

"Os terroristas, que têm como refém praticamente toda a região de Donetsk, ultrapassaram todos os limites ao começar a torturar e matar patriotas da Ucrânia. Lançaram de maneira impertinente um desafio não só a nosso país, mas a toda a comunidade internacional", disse o presidente ucraniano. 

Tanto Slaviansk como a vizinha Kramatorsk, convertidas em bastiões do protesto pró-Rússia no sudeste da Ucrânia após serem tomadas e cercadas por milicianos armados, são o principal alvo principal da operação antiterrorista lançada por Kiev na semana passada. 

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