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Dinamarqueses respondem às críticas por morte da girafa Marius

Para muitos, a reação global foi hipócrita e politicamente correta

Internacional|Do R7, com AFP

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Marius foi morto com um tiro na cabeça no zoológico da capital dinamarquesa
Marius foi morto com um tiro na cabeça no zoológico da capital dinamarquesa

Internautas dinamarqueses protestaram na última segunda-feira (10) contra a onda de indignação causada pelo sacrifício por razões genéticas de uma jovem girafa, chamada Marius, no zoológico de Copenhague.

A girafa foi morta com um tiro na nuca. Depois, teve sua necropsia feita em público e foi entregue aos leões do zoológico.


Para muitos dinamarqueses, a reação global foi hipócrita e politicamente correta.

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"O mundo está louco. Vocês acham que os leões comem repolhos?", perguntou o jornalista Kristian Madsen, do jornal Politiken.

"Marius viveu em um bom lugar por um ano e meio. Viveu, e agora os leões estão contentes e saciados", afirmou Mikkel Dahlqvist, consultor de Relações Públicas.


"Como as pessoas reclamam disso enquanto existe o câncer, a guerra na Síria e o Partido Popular (de extrema-direita, anti-imigrantes)?", disse Dorte Dejbjerg Arens, que trabalha no setor de turismo do zoológico.

A fraca comoção registrada na Dinamarca pela execução da girafa se deve a razões culturais, na opinião de Peter Sandoe, professor de Bioética na Universidade de Copenhague.

"O sentimento geral aqui é de que é normal ter e depois matar animais, desde que eles sejam bem tratados", explicou Sandoe à AFP, destacando que os defensores dos direitos dos animais dinamarqueses são tão influentes como em outros países.

Ao negar-se a castrar ou dar anticoncepcionais aos animais, o zoológico respeita sua missão de preservar as espécies, mais do que os indivíduos, e contribuir para o conhecimento da vida selvagem.

O zoológico de Copenhague não é o primeiro a fazer uma necropsia pública dos animais: o Museu de História Natural de Aarhus o faz regularmente durante férias escolares, segundo o Politiken. O público, em geral, é de 7 mil pessoas.

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