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Diretor-geral do banco do Vaticano e seu vice pedem renúncia

Paolo Cipriani afirmou que a instituição precisa de novos administradores para acelerar o processo de reformas em vigor

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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O presidente do banco, Ernst von Freyberg (foto), assumirá o posto como diretor interino
O presidente do banco, Ernst von Freyberg (foto), assumirá o posto como diretor interino

O diretor-geral do Instituto para as IOR (Obras de Religião), o chamado "banco do Vaticano", Paolo Cipriani, e seu vice, Massimo Tulli, apresentaram nesta segunda-feira (1º) seus pedidos de renúncia, que foram aceitos pela Comissão de Vigilância Cardinalícia e pelo Conselho de Superintendência.

As renúncias ocorreram após a prisão de um clérigo sênior com conexões próximas à instituição financeira acusado de desviar R$ 58 milhões (20 milhões de euros) da Suíça para a Itália.

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Um comunicado do Vaticano disse que Paolo Cipriani e Massimo Tulli assinaram suas demissões, três dias após a prisão de Monsenhor Nunzio Scarano, um contador em um departamento no Vaticano que está sujeito a duas investigações separadas por magistrados italianos.

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O presidente do banco, Ernst von Freyberg, assumirá o posto como diretor interino e será criada uma nova posição de diretor de risco para melhorar a área de cumprimento com regulações financeiras.

No mais recente de uma série de golpes ao banco do Vaticano, Scarano, 61, foi preso na sexta-feira com um agente do serviço secreto e um operador financeiro.

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Os três são acusados de conspirar para enviar 20 milhões de euros em dinheiro da Suíça para a Itália, na cidade de Salerno, ao sul, onde Scarano está sob investigação separada por suspeita de lavagem de dinheiro.

A notícia da renúncia de dois importantes executivos do Banco do Vaticano surge apenas dias após o papa Francisco ter criado uma comissão especial de inquérito para se familiarizar com problemas de longa data do banco.

Renúncia

A sala de imprensa do Vaticano divulgou um comunicado no qual informou que "após muitos anos de serviço ambos decidiram que esse seria no melhor interesse do próprio instituto e da Santa Sé".

A Comissão especial sobre o IOR, nomeada no dia 26 de junho pelo papa Francisco, "tomou conhecimento dessa decisão".

Von Freyberg agradeceu Cipriani e Tulli pela "dedicação pessoal demonstrada durante os anos" e lembrou que "desde 2010 o IOR e sua Direção trabalharam seriamente para levar as estruturas e os procedimentos em conformidade com as normas internacionais contra a lavagem de dinheiro".

"Mesmo sendo gratos pelos resultados alcançados, hoje é claro que precisamos de uma nova direção para acelerar o ritmo desse processo de transformação". "Os progressos realizados até agora são em grande parte devidos ao suporte continuo dos organismos de governo do instituto e de seus funcionários".

O Conselho de Superintendência já estaria selecionando um novo diretor-geral e um vice.

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