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Ex-presidente do Egito será julgado por revelar segredos de Estado ao Catar

Mursi teria entregado documentos confidenciais em troca de R$ 2,2 milhões

Internacional|Do R7

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Mursi é acusado de revelar segredos de Estado ao Catar
Mursi é acusado de revelar segredos de Estado ao Catar

O procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, determinou neste sábado (6) que o ex-presidente islamita, Mohammed Mursi, e outras dez pessoas compareçam diante do Tribunal Penal do Cairo acusados de revelar segredos de segurança nacional ao Catar.

Em um comunicado, a Procuradoria Geral acrescentou que Mursi e os outros dez acusados também serão julgados por revelar segredos de segurança nacional ao canal de televisão Al Jazeera, do Catar, seguindo instruções da Irmandade Muçulmana.

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A nota acrescentou que o presidente deposto se beneficiou de seu posto e, com a ajuda do diretor de seu gabinete, Ahmed Abdelati, entregou documentos confidenciais ao Catar e a Al Jazeera por meio de oito espiões em troca de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,2 milhões).

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As investigações descobriram "fatos vergonhosos que constituem uma grande conspiração e traição por parte da Irmandade Muçulmana à pátria mediante uma rede espiões", segundo o comunicado.

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Além disso, a Procuradoria-Geral denunciou que Mursi se aproveitou da posição de presidente para designar alguns membros da Irmandade Muçulmana para postos importantes da presidência, entre eles Abdelati e seu secretário privado, Amin al Sayerfi.

Após o aumento das críticas contra Mursi e o descontentamento popular em relação à Irmandade Muçulmana, o grupo deu instruções para que Mursi vazasse os documentos confidenciais ao Catar e a Al Jazeera, acrescentou a nota.

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Entre os documentos estão relatórios estratégicos sobre as Forças Armadas egípcias e os lugares onde estão desdobradas, assim como a natureza de seu armamento.

Além disso, também foram enviados documentos sobre as políticas interna e externa do país, e outros textos de órgãos importantes, como o serviço secreto, o Departamento de Segurança Nacional e o Ministério de Defesa.

As relações entre Egito e Catar se deterioraram desde a destituição de Mursi em 3 de julho de 2013, em função ao apoio do emirado à Irmandade Muçulmana.

Mursi — antigo dirigente do grupo — foi deposto pelo exército após vários dias de grandes protestos que pediam a realização de eleições presidenciais antecipadas.

O ex-mandatário está sendo processado por seu suposto envolvimento na morte de manifestantes, espionagem e por sua fuga da prisão de Wadi Natrun, em 2011.

Outros líderes da Irmandade Muçulmana serão julgados pelos mesmos motivos. 

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