Logo R7.com
RecordPlus

Justiça suspende decreto de Trump contra a entrada de imigrantes

Decisão de juíza federal saiu ontem à noite. Decreto foi assinado pelo presidente na sexta

Internacional|Agência Brasil

  • Google News
Justiça suspende decreto polêmico de Trump sobre imigração
Justiça suspende decreto polêmico de Trump sobre imigração

A juíza federal Ann Donnelly acatou o pedido de suspensão do decreto publicado pelo presidente Donald Trump proibindo a entrada de imigrantes nos EUA, mesmo com vistos válidos e green card (documento de residência).

De acordo com o decreto, imigrantes da Síria e de outros seis países de maioria muçulmana — Irã, Líbia, Somália, Sudão, Iraque e Iêmen — que desembarcarem terão que passar por aprovação para entrar no país, com análise caso a caso.


Várias associações americanas de defesa dos direitos civis logo reagiram e apresentaram um recurso judicial contra o decreto. A ação foi apresentada em um tribunal federal de Nova York pela União Americana das Liberdades Civis (ACLU) e outras associações depois que dois iraquianos foram detidos na sexta-feira à noite no aeroporto JFK (Nova York) com base no decreto recém promulgado.

As organizações solicitaram que o recurso receba o status de demanda coletiva para poder representar todos os refugiados e viajantes retidos com base na ordem executiva. "'Investigações extremas' é apenas um eufemismo para discriminar os muçulmanos", considerou Anthony Romer, diretor-executivo da ACLU.


Romero assinalou que o decreto viola a proibição constitucional à discriminação religiosa ao escolher países com maiorias muçulmanas para um tratamento mais restrito.

Veto de Trump para refugiados também afeta imigrantes legais


Ahmed Rehab, diretor da seção de Chicago do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, disse à AFP que seu grupo ia empreender ações legais para lutar contra o decreto "com unhas e dentes". "Está dirigido a pessoas se baseando em sua fé natural e em sua origem nacional, e não em seu caráter ou criminalidade", advertiu Rehab à AFP.

Vários líderes estrangeiros se manifestaram contra esta nova política americana. O presidente iraniano, Hasan Rohani, criticou Trump neste sábado sem nomeá-lo, afirmando que não eram tempos para "construir muros", fazendo referência aos planos do magnata.


"Já não estamos em uma época em que são construídos muros entre as nações. Eles (os dirigentes americanos) esqueceram que há uns anos o Muro de Berlim foi derrubado", disse Rohani em um discurso. O primeiro-ministro turco, Binali Yildrim, criticou a possibilidade de construir muros para solucionar conflitos.

"Não podemos resolver este problema dos refugiados erguendo muros", disse Yildrim durante coletiva de imprensa em Ancara junto com a primeira-ministra britânica, Theresa May, que está de visita.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.