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Veto de Trump para refugiados também afeta imigrantes legais

Pessoas da Síria e de outros 6 países de maioria muçulmana serão analisados individualmente

Internacional|Do R7

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Trump assinou decreto que veta entrada de imigrantes nos EUA
Trump assinou decreto que veta entrada de imigrantes nos EUA

As novas restrições para refugiados assinadas pelo presidente americano Donald Trump também afetam os imigrantes que têm green card (com residência permanente) no País. Imigrantes da Síria e de outros seis países de maioria muçulmana — Irã, Líbia, Somália, Sudão, Iraque e Iêmen — que desembarcarem terão que passar por aprovação para entrar nos EUA, com análise caso a caso, informou um funcionário do governo, neste sábado (28).

Em uma conversa com repórteres, funcionários do governo defenderam a amplitude e a execução do novo decreto presidencial assinado por Donald Trump na sexta-feira (27), em um movimento que causou confusão em aeroportos do mundo todo neste sábado.


Questionados sobre ações judiciais contra o decreto, as autoridades evitaram fazer comentários específicos, mas disseram que estrangeiros não têm um direito de entrada nos Estados Unidos, e classificaram como "ridícula" a noção de que a medida é um "banimento de muçulmanos".

Um funcionário disse que o Afeganistão, Malásia, Paquistão, Omã, Tunísia e Turquia eram países de maioria muçulmana não incluídos na ordem.


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Prisões

Os primeiros refugiados que voavam para o país no momento da assinatura do documento foram presos ainda na noite de ontem e na manhã deste sábado em aeroportos americanos.


Dois iraquianos foram detidos no aeroporto internacional JFK, em Nova York. Eles estavam em voos separados. Nesta manhã, os advogados deles já entraram com habeas corpus na Justiça local a fim de conseguir a liberação de seus clientes. As informações são do jornal New York Times.

Ao mesmo tempo, a defesa dos cidadãos do Iraque entrou com uma moção em um esforço de representar todos os refugiados e imigrantes que eles classificam como presos ilegais nos portos de entrada nos Estados Unidos.

Os advogados dos refugiados disseram que um deles, Hameed Khalid Darweesh, trabalhou para o governo do Estados Unidos no Iraque por 10 anos. O outro, diz a defesa, é Haider Sameer Abdulkhaleq Alshawi que estava viajando aos Estados unidos para se encontrar com a mulher, que é contratada de uma empresa americana e tem um filho pequeno.

A ordem de Trump veta a entrada de refugiados pelos próximos 120 dias criou um "limbo legal" para pessoas que estão viajando para os Estados Unidos e pânico para as famílias que estão esperando pela chegada deles.

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