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Maduro é oficialmente proclamado presidente eleito da Venezuela

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral Tibisay Lucena ratificou a vitória do líder chavista

Internacional|Do R7

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O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, exibe o documento que oficializou sua vitória nesta segunda-feira (15)
O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, exibe o documento que oficializou sua vitória nesta segunda-feira (15)

Autoridades eleitorais da Venezuela confirmaram nesta segunda-feira (15) a vitória do presidente interino Nicolás Maduro nas eleições do fim de semana para suceder Hugo Chávez, apesar dos pedidos da oposição de uma recontagem dos votos.

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, entregou os resultados certificados a Maduro após proclamá-lo "presidente eleito da Venezuela", depois de uma acirrada disputa com o líder oposicionista, Henrique Capriles.


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Lucena divulgou números definitivos das eleições, segundo os quais Maduro venceu as eleições com 50,75% dos votos contra 48,97% para Capriles, uma diferença de cerca de 265.000 votos.

No momento em que o conselho fazia o anúncio, os simpatizantes de Capriles batiam panelas e frigideiras das janelas de suas residências em um bairro da zona leste de Caracas como forma de protesto.


Acusações da oposição

A equipe de campanha do governista Nicolás Maduro acusou esta segunda-feira o líder opositor Henrique Capriles de querer dar um golpe de Estado ao convocar uma mobilização popular para exigir a recontagem de votos das eleições presidenciais de domingo, as quais perdeu por uma apertada margem.


"O que está por trás de suas palavras de hoje, senhor Capriles, é a convocação de um golpe contra o Estado, as instituições, a democracia deste país", denunciou o chefe de campanha da situação, Jorge Rodríguez, ao canal oficial VTV.

"O povo da Venezuela não vai permitir novos chamados à violência nem a convocação de golpes de Estado", acrescentou Rodríguez, reivindicando que as eleições tiveram um "vencedor claro", referindo-se a Maduro.

Afilhado político do falecido Hugo Chávez, Maduro elegeu-se presidente com 50,66% dos votos contra 49,07% de Capriles - uma diferença de 235.000 votos - segundo o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), que considerou a tendência irreversível.

Capriles não reconheceu os resultados e pediu a recontagem de todos os votos, além de pedir ao CNE que não proclame Maduro presidente eleito nesta segunda-feira.

Ele também convocou seus simpatizantes a se mobilizarem à noite com um "panelaço" e a se manifestar na terça e na quarta-feira.

Rodríguez afirmou existirem "mecanismos legais" para denunciar os resultados e lembrou que Maduro aceitou este domingo uma auditoria de 100% dos votos emitidos.

"Ratificamos que estamos de acordo, falta só auditar 45% das urnas restantes" com os votos, disse o chefe de campanha de Maduro, mostrando-se convencido de que a auditoria demonstrará que a contagem foi correta.

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