Militares nigerianos forneciam armas ao Boko Haram
Quinze oficiais foram condenados na última terça-feira pelo tribunal militar nigeriano
Internacional|Do R7

Como se suspeitava, o Boko Haram não está sozinho. Na última terça-feira (2), 10 generais nigerianos e outros 5 militares de alto escalão foram declarados culpados em tribunal militar de fornecer armas e informações ao grupo extremista islâmico Boko Haram.
Segundo o site The Huffington Post, a notícia chega após várias denúncias feitas por políticos e militares de que alguns altos funcionários do exército estariam ajudando os extremistas islâmicos. Ainda de acordo com estas denúncias, estes militares estariam, inclusive, lutando junto aos rebeldes do Boko Haram.
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As informações fornecidas pelos militares podem ter ajudado os membros do Boko Haram em ataques a bases do exército nigeriano.
O porta-voz do ministério da Defesa, o major-general Chris Olukolade, não comentou o resultado do julgamento desta terça-feira. Na semana passada, ele negou que militares de alto escalão estivessem sendo investigados por ter ajudado o Boko Haram e sabotado um ofensiva do exército que buscava frear o levante rebelde — que já dura cinco anos e matou milhares de pessoas na Nigéria.
O grupo extremista islâmico chamou a atenção da mídia mundial e sofreu condenações da ONU depois que sequestrou mais de 200 estudantes, em meados de abril.
De acordo com a imprensa nigeriana, vários outros militares estão sendo julgados, além dos 15 já condenados.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, disse no ano passado que acreditava que alguns membros do exército e até mesmo do governo, como ministros, simpatizavam com as ideias do Boko Haram ou pertenciam ao grupo.
Em janeiro, Jonathan já havia demitido todo o comando militar nigeriano, e semanas depois substituiu o ministro da Defesa.
Seu governo e exército têm sido fortemente criticados por falta de ação, o que prolonga o tempo em cativeiro das mais de 200 meninas sequestradas. Na semana passada, os militares declaram que sabiam onde se encontravam as estudantes, mas que não podiam atacar o local pois isso poderia matá-las.
O Boko Haram declarou que aceitaria trocar as meninas pela libertação de membros do grupo presos.
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