Ofensiva israelense já matou 39 palestinos na Faixa de Gaza

Imagem mostra explosão causada por ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza, neste sábado (17)
Imagem mostra explosão causada por ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza, neste sábado (17) Jack Guez/AFP

Dez palestinos morreram na madrugada deste sábado (17) em novos ataques israelenses inscritos na operação "Pilar Defensivo". Segundo fontes médicas da Faixa de Gaza, já são 39 mortos devido aos bombardeios do Exército de Israel desde a última quarta-feira (14).

Até a meia-noite local, o balanço era de 29 vítimas fatais, mas nas últimas horas morreram duas pessoas que haviam sido internadas com ferimentos e outros oito palestinos foram atingidos em diferentes bombardeios.

Um homem morreu em um ataque israelense ao leste da cidade de Khan Yunes, enquanto outros três morreram em um ataque similar ao leste do campo de refugiados de Al Mughazi, segundo Ashraf al Quedra, porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, que calculou 300 feridos desde o início da ofensiva israelense.

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Ainda entre as vítimas, quatro pessoas morreram em outro bombardeio da aviação israelense ao leste da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, segundo a emissora de televisão Al Aqsa, ligada ao Hamas.

Israel bombardeou pelo menos 180 alvos na Faixa de Gaza durante a madrugada, incluindo os escritórios do primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, segundo o Exército israelense.

Segundo fontes oficiais palestinas, entre os alvos atacados nas últimas horas se encontram a sede do governo do Hamas em Gaza, o Estádio Palestina, um centro de esportes e juventude administrado pelo Ministério do Esporte, o complexo central da Polícia do Hamas em Gaza e outras delegacias.

Além disso, foram atingidas duas casas pertencentes a destacados funcionários do Executivo do Hamas: uma no campo de refugiados de Jabalya, ao norte, e outra na capital da Faixa de Gaza.

O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, advertiu em comunicado que Israel "pagará um alto preço por seus crimes", uma vez que "ultrapassou todas as linhas vermelhas".

Hamas e Fatah

O Hamas, que é considerado uma organização terrorista por países como Canadá, EUA, Israel e parte da União Europeia, administra completamente a Faixa de Gaza desde 2007, após uma breve guerra civil com outro grupo palestino, o Fatah.

O Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas, comanda atualmente a ANP (Autoridade Nacional Palestina), que administra os territórios palestinos na Cisjordânia. O Fatah também comanda a OLP (Organização para Libertação da Palestina), que representa os interesses palestinos em instituições internacionais, como a ONU.